sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

BASQUETE FEMININO DECADA DE 50

 

 História

A primeira edição do Campeonato Carioca de Basquete Feminino foi disputada em 1952. Três anos depois, em 1955, o Botafogo conquistou seu primeiro título estadual entre as mulheres. O clube ainda foi vice-campeão nas temporadas de 1956 e 1959. Nos anos 1960, mais títulos: liderada por Martha, a equipe feminina sagrou-se tetracampeã estadual em 196019611962 e 1963.

Na década de 1990, elas voltaram a brilhar com o título estadual de 1995, além dos vice-campeonatos em 1993 e 1996. A última edição do Campeonato Carioca conquistada na categoria foi em 2006, e o clube encerrou as atividades em 2015.

Títulos

Estaduais
CompetiçãoTítulosTemporadas
Rio de JaneiroCampeonato Carioca7195519601961196219631995 e 2006

Outros torneios

  • Rio de Janeiro Torneio de Apresentação do Campeonato Carioca: 9 vezes (1950, 1951, 1957, 1959, 1961, 1962, 1963, 1964 e 1965)
  • Rio de Janeiro Copa Eugênia Borer: 3 vezes (1993, 1995 e 1996)
  • Rio de Janeiro Troféu Armando Albano: 1956

PRINCIPAIS CONQUISTAS

Campeão Sub-12; (2006, 2008, 2010, 2011, 2012)

Campeão Estadual, Sub-13; (2006 E 2011)

Vice-Campeão Estadual, Sub-13; ( 2008. 2009, 2010, 2012)

Vice-Campeão Estadual, Sub-14; (2009, 2011, 2012)

Campeão Do Torneio Início, Sub-15; (2011)

Campeão Estadual  Sub-15; ( 2006, 2007)

Vice-Campeão Estadual, Sub-15; (2008, 2010, 2011, 2012)

Campeão Estadual  Sub-17; (2006, 2007, 2009)

Vice-Campeão Estadual, Sub-17; (2008, 2010, 2012)

Campeão Estadual  Sub-19; (2011)

Vice-Campeão Estadual, Sub-19; (2007, 2009, 2010, 2012)

Campeão Estadual, Adulto. (2006);

Hexacampeão Sul- Americano, Sub-15 (2005-10)


Fonte: Site Oficial Do Botafogo FR
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Temporada Internacional Feminina 
Por Iniciativa Da F.M.B., O Poderoso Quadro Feminino Argentino Do Boca Juniors, Que Excursionou A São Paulo, Veio A Esta Capital, Enfrentar Os Quadros Do Botafogo E Tijuca. Nosso Jogo Realizou-Se Na Noite De 3 De Dezembro, Na Quadra Do Flamengo, E A Nossa Equipe, Que Já Paralisara Os Ensaios Há Um Mês Não Pôde Resistir A Formidável Classe Do Tri–Campeão Argentino, Que Venceu Largamente Por 44 X 17. Noticiando Nosso Revés Que, Dadas As Circunstancias, Era Inevitável, Alguns Jornais Proclamaram Sua Grande Fé Na Equipe Do Tijuca, Dado Sua "Esmagadora" Superioridade Sôbre A Nossa, Mas, Na Noite Seguinte, O Esquadrão Campeão Do Torneio Aberto Tombou Também Por Vinte Pontos De Diferença, Sendo Abatido Por 34 X 14 Pelo Boca, Embora Este Estivesse Fatigado Do Jogo Da Véspera. No Quadro Botafoguense Embora Agindo Quasi Sem Auxílio, Destacou-Se A Notável Figura De Nossa Querida Yvette Que, Com Os Seus Nove Pontos, Foi A Cestinha Brasileira, Já Que Diciola, Do Tijuca, Assinalou Seis No Jogo Seguinte. O Quadro Alvi-Negro Foi O Seguinte: Yvette (9) E Ilma, Yvone, Oswaldira (3) Otilia (1), Elice (2), Margarida E Dirce (2). Antes Do Encontro, O Sr. Ivan Raposo, Presidente Da F.M.B., Prestou Uma Delicada Homenagem À Rainha Dos Jogos Da Primavera, Margaret Schmidt, Do C. R. Icaraí E Às Princesas Celma Freire De Araujo, Do Tijuca E Yvone Santos, Do Botafogo, Sendo Que A Encantadora Yvone Fui Classificada, No Referido Concurso, Em Primeiro Lugar Em Eficiência Exportiva. 
Finalizando, Queremos Assinalar Que Em Sua Campanha Em São Paulo, O Boca Juniors Venceu Quatro Partidas, Perdendo Três, Por Diferenças Insignificantes, Para Dois Selecionados E Para O Valoroso Team Do Pinheiros, Demonstrando Sobejamente, Sua Magnífica Classe. 
O Aniversário De Yvette 
Festejou, A 8 De Dezembro, Seu Aniversario Natalício, Yvette Mariz, A Extraordinária Atleta, Glória Do Desporto Feminino Brasileiro E Orgulho Do Botafogo Que, Independentemente De Seus Dotes De Desportista Perfeita, Estima-A E Admira-A Pelas Suas Qualidades Pessoais, Fazem-Na Simpática E Querida De Todos. A Data Tão Cara, Que Também É A Data Do Clube, O Botafogo Esteve Presente, Homenageando Yvette Com Delicadas Orquídeas E Desejando-Lhe As Maiores Venturas, Votos Estes Que Igualmente São Os Nossos. 
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 88 De Janeiro De 1950
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SUL-AMERICANO FEMININO 
Nívea Figueiredo De Andrade Silva, Nossa Extraordinária Guarda, Portando-Se Com Realce No Campeonato Sul-Americano De Bola Ao Cêsto Feminino, Realizado De 14 A 28 De Abril Passado Na Capital Do Paraguai, Logrando O Título De Vice-Campeão Continental. A Equipe Brasileira, Que Se Preparara Cuidadosamente, Brilhou No Desenrolar Do Certame, Vencido Finalmente Pelo Paraguai, Obtendo Os Seguintes Resultados : Argentina ( 26 X 21 ) - Chile ( 34 X 31 ) Bolivia ( 28 X 19 ) - Peru ( 23 X 31 ) E Paraguai ( 19 X 20 ). NIVEA Obteve Cinco Pontos Contra A Argentina E Só Não Jogou Contra O Peru, Quando Nossa Equipe Foi Inesperadamente Derrotada, Tendo Sempre Jogado Muito Bem, De Acôrdo Com As Crônicas Vindas De Assunção.
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 93 De Junho De 1950
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CAMPEONATO FEMININO 
Supunham, Os Eternos Descrentes, Que O Botafogo Não Conseguiria Organizar Êste Ano Um Quadro Feminino De Basket-Ball, Ante A Revolta De Algumas De Suas Titulares, Que Não Souberam E Não Quiseram Compreender A Orientação De Ordem E Disciplina Imposta À Secção E Que Julgando-Se Indispensáveis, Abandonaram O Clube. Não Visando, Em Absoluto, A Conquista De Títulos, Mas Apenas A Glória De Competir, O Botafogo Não Se Desarvorou, Recorrendo À Fibra De Romilda Roma (Não Pertencesse Ela À Tradicional Família Roma!), A Quem Entregou A Direção Da Secção. E Romilda Não Hesitou, Organizando Um. Quadro De Brôtinhos Cheios De Fé E De Vontade, Um Quadro Sem Máscaras, Em Tôrno De Duas Veteranas: A Extraordinária Elice De Nossas Quadras, Uma Que Sabe Honrar O Seu Título De Emerita, Botafoguense Cem Por Cento, E Margarida, A Grande Diretora De Volley, Que Não Jogava Basket Desde 1949 E Que Logo Acorreu Ao Chamado, — Quadro Êste Que Surpreendeu A Tôda A Crítica Esportiva, Enfrentando Corajosamente Equipes Categorizadas, Obtendo Êstes Resultados: 
TORNEIO INICIO
Em 7 De Julho — Campo Do Tijuca. Contra O Vasco — Resultado: Vasco, 15 X 7. Equipe: — Elice (4) , Suzette, Margarida, Marise (2), Fátima (1) E Fernanda. 
CAMPEONATO CARIOCA
Contra O América — Em 30 De Julho — Campo Do Botafogo. Resultado: — Botafogo, 47 X 12. Equipe: Edice (1), Suzete (6), Fátima (2), Margarida (8), Marise (14), Fernanda (4), Angélica E Ami (2). 
Contra O Vasco Da Gama — Em 6 De Agosto — Campo Do Vasco. Resultado: — Vasco, 47 X 5. Equipe: — Elice (1), Suzette, Fátima, Margarida (2), Marise (2), Fernanda E Angélica. 
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 96 De Setembro De 1952
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CAMPEONATO FEMININO 
BASKET-BALL FEMININO 
Contra O Fluminense -- Em 13 De Agôsto Campo Fluminense F. C. Resultado: Fluminense, 47 X 19. Equipe Elice (2), Suzete, Marise (6), Margarida (6), Fernanda (2), Raquel (3) E Fátima. Eis O Último Resultado Verificado No Campeonato Feminino, No Momento, Suspenso, Em Virtude Dos Ensaios Para O Campeonato Brasileiro.
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 97 De Outubro De 1952 
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Dupla E Magnifica Façanha Das Meninas Do Basket
Nosso Valoroso Quadro De Basket-Ball Feminino, Sob O Comando Dedicado E Eficiente De Charles Borer, Vem De Realizar Urna Dupla E Impressionante Façanha, Levantando Dois Importantes Certamens - O Trofeu Armando Albano E O 1º Jogos De Inverno Da Cidade De Santos.
O Troféu Armando Albano Foi Uma Magnífica Iniciativa De Nossa Secção De Basket-Ball, Em Homenagem À Memória Daquele Herói Que Tombou Para Sempre, Na Quadra Do Mourisco, Na Trágica Noite De 12 De Junho De 1942, Envergando A Gloriosa Camiseta Alvi-Negra E Precipitando Com O Seu Sacrifício, A Fusão Botafoguense.
Iniciou-Se Na Noite De 30 De Abril, Em Nossa Quadra Atual, Na Escola De Educação Física, Com Esplêndido Desfile De Todas As Concorrentes E Um Torneio De Apresentação, Na Qual Nossa Equipe Preliou Por Três Vêzes Sucessivas, Vencendo O Icaraí Por 16x11, Com Marlene 3, Laia 1, Wilma 4, Eugênia 4 E Yvone 4; O Flamengo, Por 23x16, Com Marlene 5, Yvone 6, Eugénia 6, Wilma 5 E Lais 1 E Perdendo Para O Fluminense Por Um Único Ponto - 33x32 - Quando Apresentou As Mesmas Valorosas Atletas Já Exaustas - Yvone 12, Lais 2, Eugênia 12, Wilma 2 E Marlene 4.
A 7 De Maio, No Mesmo Local, Iniciou Se O Torneio Propriamente Dito E O Botafogo Abateu O América Por 61x27, Jogando Yvone 19, Eugênia 7, Wilma 12, Marlene 14, Lais 8, Margarida, Raquel 1 E Terezinha Ventura.
A 10, Na Quadra Do A. A. Grajaú, Nova Vitória, Tombando A Equipe Local Frente A Yvone 5, Eugênia 12, Wilma 16, Marlerne 14, Lais 8, Terezinha 2, Aimara 2 E Raquel, Pelo Score De 59x28.
Seguiu-Se Em Dramáticas Cinscunstáncias, Na Noite De 14 De Maio, Nosso Primeiro Revés, No Ginásio Tricolor, Frente Ao Fluminense, Por 39x38 - Novamente Por Um Único Ponto De Diferença ,---Quando Apresentamos Marlene E Yvone Gripadíssimas E Wilma Teve O Azar De Machucar O Tornozelo, Tendo Jogado Yvone 1, Marlene 7, Wilma 12, Eugênia 14, Lais 2 E Aimara 2.
Reabilitarmo-Nos A 19, Em Nossa Quadra, Derrotando Esplendidamente O Pujante Quadro Do Flamengo, Campeão Da Cidade, Por 55x47, Proeza De Yvona, 15, Eugênia 16, Wilma 4, Marlene 16, Lais 4 E Aimara.
A 22, Ainda Na Escola De E. Fisica, Encerramos O Turno Sobrepujando O Valoroso C. R. Icaraí Por 62x31, Atuando Yvone 15, Eugênia 17, Wilma 15, Marlene 11, Lais, Aimara 2, Terezinha E Raquel 2.
A 2 De Junho, Contra O Mesmo Adversário, Em Niterói, Vitória Duríssima Por 28x23, Iniciando O Returno, Tendo Jogado Yvone, Sériamente Lesionada No Cotovelo, Eugênia 12, Wilma 9, Marlene 4, Lais 3 E Aimara.
A 7, Em Nossos Domínios, Novo Triunfo 63x31 Sobre A A. A. Grajaú, Quando Apresentamo-Nos Com Eugênia 15, Wilma 16, Marlene 15, Lais 9, Aimara 6, Margarida E Raquel 1.
Na Mesma Ocasião Realizou-Se O Torneio De Lance Livre, Assinalando O Botafogo 66 Pontos, Com Wilma 17, Eugênia 17, Yvone 14, Lais 12 E Marlene 6.
A 14 De Junho, Em Campos Sales, Vitória  61x23 Sôbre O América, Tendo Defendido A "Estrêla Solitária" - Yvone 12, Wilma 17, Marlene 20, Lais, Eugênia 9 E Aimara 3.
A 16, Na Gávea, Em Dura Luta Com O Flamengo, Nossas Bravas Garotas Foram Vencidas Por 44x40, Tendo Formado Com Yvone 6, Eugênia 15, Wilma 10, Marlene 6, Lais 3 E Aimára.
A 29 Realizou-Se O Nosso Jogo Final E Em Luta Gigantesca Com O Fluminense, Nos Últimos Segundos, Por 43x41 Conseguimos Magistral Triunfo, Que Consagrou A Fibra De Yvone 9, Eugênia 13, Wilma 14, Marlene 4, Lais 1, Aimara 2 E Marise.
Com Êsse Triunfo E Com A Vitória Do Fluminense Sôbre O Flamengo, O Torneio Terminou Empatado Entre O Nosso E O Quadro Rubro-Negro, Impondo-Se, Assim, Sensacional "Melhor De Três", Que Efe Suou-Se No Ginásio Do Tijuca T. C. Nas Noites Inesquecíveis De 12 E 14 De Julho.
No Princípio Do Encontro, Depois De Estar Perdendo Por Doze Pontos, O Botafogo Reagiu Indomàvelmente, Com Fibra, Raça E Coração Para Triunfar Calmamente Por 37x26 Nos Últimos Segundos - Façanha Magistral De Yvone 9, Eugênia 13, Marlene 9, Wilma 5, Lais E Aimára 1.
O Segundo Prélio Foi O Final, Pois Jogando Maravilhosamente O Botafogo Tomou Conta Da Quadra, Para Espetacularmente Alcançar A Vitória E O Título, Por 59x33 Consagrando A Eficiência, A Fibra E O Heroismo De Yvone 7, Eugênia 13, Wilma 18, Marlene 13, Lais E Aimara, Aplaudidas Delirantemente Por Nossa Torcida Eletrizada.
As 14 Horas Do Dia Seguinte, 15 De Julho, Sem O Menor Descanso, Em Ônibus, Sob A Chefia Do Dr. Altair Fonseca E De Charles Borer, Seguiam Seis De Nossas Heroínas Para Santos, Para A Disputa Dos Jogos De Inverno Daquela Cidade, Em Cujo Basket-Ball Feminino Competiriam Oito Grandes Equipes Votorantim (Seleção Sorocabana); E. C. Pinheiros; C. A. Ipiranga; C. A . Santista, São  Vicente Praia Club, C. R. Internacional, C. Regata Tumiarú E C. R. Flamengo.
Já A 17 Estreava A Nossa Equipe, No Ginásio Do C. R. Vasco Da Gama De Santos E Mercê De Péssima Arbitragem Tombava Vencida Por 64x58 Pelo São Vicente P. Club, Tendo Competido Eugênia 25, Wilma 41, Marlene 12, Yvone 9, Lais 1 E Aimára.
Mas... Não Seria Nada, Como De Fato Não Foi, Pois A 18, No Mesmo Local, Abatiam Por 45x39 As Meninas De Sorocaba, Formando Eugênia 14, Marlene 11, Wilma 11, Yvone 7, Lais 2 E Aimára.
A 20, No Ginásio Do Internacional, Vitória Duríssima E Esplêndida, Por 45x44, Sôbre A Equipe Local, Conseguida Por Eugênia 16, Wilma 14, Marlene 8, Yvone 7, Lais E Aimára E A 21, Na Mesma Quadra, Retumbante Revanche Sobre O São Vicente Por 56X49, Proeza Magistral De Eugênia 18, Wilma 15, Marlene 12, Yvone 8, Lais 2 E Aimára.
Atuando Sem Descanso, Na Noite Seguinte, Partida Decisiva Contra O C. A. Santista E Estupendo Triunfo Por 45xx23 Dando, Assim, Ao Botafogo, O Seu Segundo Título Em Oito Dias, Já Que O Troféu Armando Albano Fôra Conquistado Na Noite De 14!
Atuaram E Marcaram Nessa Inesquecível Jornada, Que Cobriu De Glórias O Pavilhão Da Estrela Solitária: Eugénia 6, Marlene 12, Wilma 15, Yvone 8, Lais 4 E Aimára.
No Regresso, Exaustas, Com Eugênia Sem Condição De Jôgo E Aimára Acidentada, Nossas Bravas Campeãs Ainda Atuaram Em Sorocaba, A 25, Perdendo Para A Seleção Local Por 70x52, Com Práticamente Quatro Jogadores Em Ação - Tendo Participado Yvone 8, Lais 12, Marlene 14, Wilma 14, Aimára E Eugênia 4.
MARCADORAS DE PONTOS
- "Troféu Armando Albano":  
Eugênia, 157;  Wilma, 148; Marlene, 133;  Yvone, 98; Lais, 46  Aimara 18; Raquel 4; Terezinha 2.
Total: 606 Pontos.
Os Maiores Parabéns, Portanto, E Um Altíssimo “Hurrah” Ao Diretor Da Seção — Geraldo Hungerbuhier (O "Baianinho); Ao Eficiente Técnico Charles Borer; A Veterana Yvone Santos, Consagrada Capitã Da Equipe E De Todas Suas Jovens E Bravas Companheiras, Que Souberam Honrar E Dignificar O Nosso Pavilhão!
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 107 De Setembro De 1955
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Campeão Carioca De 1955




Fonte:Manchete Esportiva edição 0002 de 1955
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CAMPEONATO FEMININO
Vem de terminar o campeonato feminino de 1955 no qual, sob a eficiente direção técnica do veterano Nelson Santos e tendo como diretoras, inicialmente a valorosa Margarida Leite e posteriormente, a veterana campeã Romacild Maria Roma Carneiro Felipe, o nosso quadro fez urna boa figura, logrando em 14 peleias, dez vitórias e quatro derrotas, devendo-se salientar as duas grandes vitórias obtidas sôbre o Fluminense, no turno e no returno e o sensacional triunfo obtido sôbre o poderoso esquadrão do Flamengo, no returno. 
Apesar das dificuldades tremendas ocasionadas pela falta da quadra do Mourisco, o Botafogo, não fossem alguns revezes surpreendentes, teria sido candidato real à conquista do título. Nossa valorosa segunda equipe também brilhou, terminando os seus compromissos normais na primeira colocação, com cinco vitórias e uma derrota, devendo sujeitar-se, provavelmente, a uma «melhor de três» de desempate, com a valorosa equipe do Fluminense. 
Foram êstes os nossos resultados : 
— Contra o Flamengo --- Data : 28-5-55 — Quadra: Flamengo — 1ª divisão: Flamengo, 2x0 (15x5 - 16x14) - Equipe : Idalina, Glaura, Yvone, Marise, Terezinha Leite, Roma, Margarida e Yara. 2ª divisão : Botafogo, 2x1 (9x15 - 15x4 - 16x14) Equipe : Alice, Guiomar, Yvone Rivera, Ivany, Eliana e Terezinha Moraes. 
— Contra o Bangú — Data : 4-6-55 — Quadra : Botafogo — 1ª divisão Botafogo, 2x0 (15x8 15x9) — Equipe: Ivany, Margarida, Yara, Marise, T. Leite e Roma. 
- Contra o Fluminense — Data : 11-6-55 — Quadra : Fluminense — 1ªdivisão : Botafogo. 2x1 (15x12 - 7x15 - 16x14) — Equipe: Idalina, Margarida, Yara, Roma, T. Leite, Marise e Yvone. — 2ª divisão : 2x0 (15x3 15y121 -  Equipe : Yvone, Rivera, Ana Maria, Ivany, Guiomar e Marlene. 
— Contra o Vasco da Gama Data : 18-6-55 — Quadra : Botafogo - - divisão : Botafogo, 2x0 (15x9 15-7) - Equipe : Idalina, Margarida, Yara, Roma, Yvone, T. Leite e Marise. 
— Contra o América — Data : 25-6-55 — Quadra : Botafogo — 1ª divisão América, 2x1 (15x13 5x15 - 15x12) — Equipe : Yara. Roma, T. Leite, Marise, Idalina, Margarida e Guiomar. 
— Contra o Tijuca — Data: 2-7-55 - Quadra : Botafogo — 1ª divisão  Botafogo, 2x0 (15x10 - 15x11) — Equipe : Idalina, Margarida, T. Leite, Marisa, Yvone, Ivany, Lélia e Guiomar. 
- Contra o Sírio Libanês — Data : 9-7-55 — Quadra : Sírio. — divisão: Botafogo, 2x0 (15x1 - 15x5) — Equipe: Ivany, Guiomar, Yara, Roma, Yvone e T. Leite.
- Contra o Vasco da Gania — Data : 30-7-55 — Quadra : Vasco — 15 divisão: Botafogo. W.O. Equipe : Yara, Marise, Margarida; T. Leite , Alice e Roma. 
 - Contra o Tijuca  - Data: 6-8-55. — Quadra: Tijuca – 1ª divisão: Tijuca 2x1 (16x14 - 10x15 - 15x5) ---Equipe: Yara, Roma, T. Leite, Margarida, Yvone, Marise e Idalina. 2ª divisão: Botafogo, 2x1 (15x8 - 11-15 -15x10) Equipe: Alice, Ana Maria, Lélia, Guiomar, Yvone, Ivany e Eliana. 
- Contra o Sírio Libanês — Data: 13-8-55 -- Quadra : Botafogo 1ª divisão: Botafogo 2x0 (15x8 15x4) — Equipe: Yara, Roma, Lélia, T. Leite, Idalina, Ana Maria, Yvone e Marise. 
- Contra o Bangú - Data: 20-8-55 — Quadra: Bangú. 1ª divisão: Botafogo, 2x0 (15x4 15x5) — Equipe : Yvone, T. Leite Yara, Roma, Idalina e Ana Maria. 
- Contra o Fluminense — Data : 27-8-55 — Quadra: Botafogo – 1ª divisão - Botafogo, 2x1 (2x15 - 15x13 -15x6) Equipe: Idalina, T. Leite, Yara, Roma, Yvone, Marisa e Margarida.  
2ª divisão: Botafogo, 2x0 (15x9 - 15x10) — Equipe: Yvone, Ana Maria, Lúcia, Ivany, Lélia e Guiomar. 
— Contra o Flamengo — Data: 9-9-55 — Quadra: Botafogo – 1ª divisão : Botafogo, 2x1 (2x15 - 15x13 -15x6) - Equipe: Idalina, T. Leite, Yara, te, Margarida, Yvone, Marise e Idalina – 2ª divisão: Botafogo, 2x0 (15x3 - 15x10) — Equipe: Lúcia, Ivany, Yvone, Ana Maria, Lélia e Guiomar. 
Contra o América - Data : 13-9-55 — Quadra: América — 1ª divisão: América, 2x0 (15x10 15x10) - Equipa: T. Leite, Margarida, Yvo-ne, Marise, Yara, Roma, Ana Maria e Idalina. 
Resumo: 
1ª Divisão — jogos : 14 — Vitórias: 10. - Derrotas: 4. Jogaram : Terezinha Leite da Silva, Roma Zanzani, Yara Rodrigues Fernandes, 14 partidas; Marise Macedo Ribeiro, 12; Margarida Tereza Nunes Leite, Yvone de Araújo Santos e Idalina Menezes Peralva, 11; Ana Maria Wendel Cerqueira Leite, 3; Ivany Benita Rivera e Guiomar Gomes de Sá, 2; Glaura Castro Silva, Alice Borél Gomes e Lélia Melo de Iacovo, 1. — Total : 13 atletas. 
— 2ª Divisão — jogos: 6 - Vitórias: 5 - Derrotas: 1. Jogaram: Guiomar Gomes de Sá, Ivany Benita Rivera e Yvone Amélia Rivera, 6 partidas; Ana Maria Wendel Cerqueira Leite, 5; Lélia Melo de Iacovo, 4; Eliana Glória Soares de Paula, 3; Alice Borél Gomes e Lúcia Mendes de Oliveira Castro, 2; Terezinha Augusto de Moares, Glaura Castro Silva e Marlene José Bento, 1. - Total: 11 atletas.
Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 108 de outubro de 1955
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Campeonato Feminino 
Acha-se em pleno desenvolvimento o campeonato feminino de basket-ball, no qual nossa valorosa equipe vem apresentando, como era de se prever, magnifica atuação. 
A nossa estreia no certamen deu-se a 24 de agôsto, na longincua quadra do Sampaio, cuja equipe foi vencida pela esmagadora contagem de 84 x 8, tendo defendida as nossas cores: Eugenia (6), Marlene (21), Wilma (18), Lais (11), Aymára (7), Neucy (19), Joaninha (2) e Raquel. A
A 31 de agôsto, na quadra da Escola N. de E. Fisica, estupenda vitória sôbre a formidável equipe tricolor, verdadeira seleção nacional, desde que recebeu o reforço das grandes jogadoras paranaenses Aglaé e Marta. 
Sempre com a contagem contra no primeiro quarto, por 16 x 14, no segundo, por 29 x 26 e no terceiro por 42 x 41, nossas meninas reagiriam espetacularmente, para vencer de maneira empolgante por 53 x -7, tendo formado com Yvone (15), Lais, Eugenia (2), Marlene (17), Wilma (8) e Neucy (11). 
Nossa vitória deixou assombrada a crônica esportiva, pois é preciso que se saliente que o Fluminense apresentou-se com Marly, Maria Lucia, Lanna, Aglaé, Marta, Atila, Edir e Maria, cujos nomes dispensam comentários. 
A equipe tão bem comandada por Charles Borer, si ja era magnífica, melhor ainda ficou com o ingresso da pequena Neucy Ramos da Silva, vinda do C. R. Icaraí, verdadeiro azougue dentro de uma quadra e seguramente a maior figura da noite. 
Comentou "A Noite”: — "Assim é que entre as botafoguenses, as que mais se destacaram foram: Neucy, que esteve simplesmente notável, Wilma, Eugenia, Yvone e Marlene também merecem citação toda especial". E "Ultima Hora":   "O Botafogo triunfou com merecimento. Foi mais time no final das contas. Suas estrelas revelaram boa disciplina técnica. Yvone teve muita habilidade nos momentos decisivos da porfia e Marlene levou nítida vantagem no duelo com Marly. Neucy e Marlene tambem brilharam. Aliás, com a inclusão da jogadora fluminense, o time de Charles Borer melhorou ainda mais". 
A 11 de setembro, na quadra da Gavea, contra a excelente equipe do C. R. Flamengo, o Botafogo obteve, talvês, a sua maior vitória do turno, pois que apresentando-se com Eugenia febril e presa de forte angina e com Marlene quasi impossibilitada de "girar", devido a um dedo do pé machucado, venceu na raça, de maneira simplesmente dramática e empolgante. Sempre inferiorisado no marcador — 10 x 7 no primeiro quarto; 23 x 11 no segundo e 29 x 21 no terceiro, o Botafogo perdia por 35 x 31 quando, faltando apenas 16 segundos para o término, Charles Borer pediu tempo dando ás suas pupilas as mais preciosas instruções. Recomeçado o jogo, com uma lateral favorável ao Botafogo, a bola foi rápidamente à Marlene que, fazendo o giro, encestou com sucesso. Reposta em circulação pelas rubro-negras, quando faltavam três segundos para o final, Neucy arrebatou-a magistralmente a Irany, investiu como um raio e encestou, empatando a pugna por 35 x 35, enquanto Yvone ajoelhara-se em prantos na quadra, cercada e abraçada por todas as suas companheiras! Na prorrogação, logo de inicio, Neucy assinalou mais quatro pontos e, depois de lances eletrizantes, por 47 x 43, o glorioso, sob o delirio de sua torcida, que fez com que o grande Presidente Paulo Azeredo e o diretor Rubem Braga saltassem a grade do campo para abraçar as meninas, assinalou estupenda e quasi impossível vitória! 
Nossa heroica equipe, nessa noite memorável, formou com Yvone (12), Lais (2), Neucy (10), Marlene (8), Wilma (8) e Eugenia (7), merecendo, todas elas, a nossa gratidão pela extraordinária proeza que efetuaram. 
A 21 de setembro, em nossa quadra da Escola, encerramos o turno, invictos na liderança, ao abatermos o valoroso America F . C. por 56 x 31, atuando Eugenia (10), Marlene (11), Wilma (10), Lais (2), Neucv (11), Yvone (10), Aymára, Dircy (2) e Margarida. 
Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 109 de novembro de 1955
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lnvencivel e irresistivelmente o Botafogo levanta o Campeonato Feminino do Rio de Janeiro. 
Sob a direção magistral de seu grande técnico Charles Borer, apoiado pela dedicação do diretor Geraldo Hungerlubier, o veterano Baianinho da extrema-direita, o nosso jovem conjunto, composto de meninas com a idade máxima de 18 anos, comandadas pela experiência da consagrada Yvone Santos, vem de levantar de maneira magistral e sem derrota, o Campeonato do Rio de Janeiro, reunindo mais um título — o maior — aos já conquistados este ano — Troféu Armando Albano e 1ºs. Jogos de Inverno de Santos. 
Equipe magnífica de eficiência, técnica, fibra e coração, já teve sua formidável campanha do turno relatada nestas páginas, quando demonstrou, a sua impressionante virada na Gavea, que era realmente irresistivel. 
E realmente assim foi no retorno, com seu início retardado pelos jogos da Primavera e pelo racionamento de luz, sendo que este último impôs as maiores sacrifícios às nossas bravas atletas para manutenção de sua forma. 
Foi a 29 de outubro, à tarde, na quadra da Escola de E. Física, que iniciou-se a arrancada final, quando o Botafogo arrazou o Sampaio por 124x12 (1) ultrapassando todos os records conhecidos em basket-ball e formando com Yvone (18), Eugenia (17), Wilma (19), Marlene (44), Neucy (22), Lais (2), Dircy (2) e Aymára, sendo que Marlene, com os seus 44 pontos, também bateu o record de cestinha por jôgo. 
A 31, à noite, em Campos Sales, também o América, por 70x36, atuando Yvone (7), Neucy (17), Eugenia (14) , Marlene (23) , Wilma (7), Dircy (2), Joaninha e Aymára e a 14 de novembro, na quadra da Escola, sobrepujamos amplamente o forte quadro do Flamengo par 57x44, jogando Yvone (8), Eugenia (13), Neucy (11),  Marlene (14), Wilma (11), Lais, Aymára e Joaninha. Ficou restando o jôgo decisivo contra o formidável quadro do Fluminense - verdadeira seleção nacional — franco favorito — que atuaria em seus próprios domínios e que, caso vencedor, sujeitar-nos-ia a uma "melhor de três”.
E chegou o grande dia — 17 de novembro. Afirmava-se que o Fluminense perdera o jôgo do turno porque Aglaé e Martha ainda não estavam entrosadas na equipe mas que agora... Pois o nosso despretencioso quadro logo pulou à frente do marcador, com cestas magistrais de Wilma, Neucy e Yvone e assim se manteve praticamente durante todo o prelio, jogando assombrosamente, com calma, determinação ferrea e objetividade, até sagrar-se campeão invicto do Rio de Janeiro, sob alucinante delírio da torcida alvi-negra que fez com que um fanático se atirasse, das galerias do ginásio tricolor ao meio da quadra! 
49x43 foi a contagem, reprodução dos 17x11 do primeiro quarto; 25x19 do segundo e 33x29 do terceiro, sendo que apenas uma vez, no início do segundo tempo, o Fluminense alcançou vantagem — 26x25 e em outra, no início do último quarto, igualou por 33x33. 
No mais, com Yvone fazendo valer tôda a sua classe e com uma calma impressionante, com Marlene certíssima e anulando Harly, com Neucy e Wilma impressionantes de vivacidade e energia e com Eugenia absoluta na marcação sobre Aglaé, o glorioso esteve sempre senhor da contagem e das ações, tendo atuado e marcado: Yvone (17), Eugenia (7), Neucy (4), Marlene (13) e Wilma (8). 
Comentou "Jornal dos Sports": — "Com Yvone agigantando-se na armação das jogadas da partida para as conclusões, desfrutando de Marlene numa noite de gala debaixo e nas imediações da cesta, ou no domínio dos "rebotes", servido pela vigilância com que Eugenia procurou anular Aglaé e beneficiado pela incrível vivacidade de Wilma e Neucy — fulminantes nas intervenções — o Botafogo dominou de modo geral na ofensiva e operou com segurança na defesa, desarticulando os melhores esforços do categorizado "five" do Fluminense". 
Chegaram ao delirio, as manifestações de regosijo: uma verdadeira apoteose, com a pequena Neucy carregada em triunfo, com o Presidente Paulo Azeredo vibrante, com as campeãs rindo e chorando, encerrando-se com o fidalgo gesto do grande Vice-Presidente Sergio Darcy, acolhendo em sua residência da Urca as nossas gloriosas atletas e homenageando-as com uma taça de champangne.
Eis, em números, a magi8stral campanha:
Jogos
América   56x31 70x36
Flamengo   47x43 57x44
Fluminense   53x47 49x46
Sampaio   84x8 124x12
Total - Jogos: 8. Vitórias: 8. Pontos pró: 540. Contra: 267. Saldo: 273. Atuaram e marcaram pontos:
Marlene José Bento 8 jogos — 151 pontos 
Neucy Ramos da Silva 8 jogos — 105 pontos 
Wilma Souza Silveira 8 jogos — 89 pontos 
Eugenia Rindeika 8 jogos — 76 ponto
Yvone de Araujo Santos 7 jogos — 87 pontos 
Lais James Mourão 6 jogos — 17 pontos 
Aymára de Paula 5 jogos — 7 pontos
Dircy de Figueiredo 3 jogos – 6 pontos
Joana Rindeika 3 jogos – 2 pontos
Margarida Tereza Nunes Leite 1 jogo – 0 ponto
Rachel Obadia 1 jogo – 0 ponto. 
Total: 11 atletas — 540 pontos
Por último, fazemos nossas estas sinceras palavras de Sandro Moreyra, EM "Diário da Noite": — "Eu agradeço de coração a Marlene, a Yvone, a Wilma a Eugenia e a esse diabinho que se chama Neucy, símbolo da do "five" campeão, as emoções, o e o entusiasmo e a alegria da noite vitoriosa de quinta-feira". 
Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 110 de dezembro de 1955
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HONRA AO MÉRITO 
Homenageamos nestas páginas, os bravos atletas botafoguenses, conquistadores heróicos e invictos de dois belissimos Campeonatos, o de Volley-ball Juvenil, e o de Basket-ball Feminino, ampliando o relicário de glórias do BOTAFOGO, indomável e eterno. 
CAMPEÃS CARIOCA DE 1955 
HONRA AO MERITO — Ao Diretor: Geraldo Hungerlubler. 
Ao Técnico: Charles Borer. As Campeãs: Aymára de Paula — Dircy de Figueiredo — Eugenia Rindeika — Joana Rindeika - Lais James Mourão - Margarida Tereza Nunes Leite — Marlene Jose  Bento - Neucy Ramos da Silva — Rachel Obadia - Yvone de Araujo Santos -Wilma Souza Silveira. 
Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 110 de dezembro de 1955
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O Campeonato Feminino Da Federação
Metropolitana De «Basketball», Levantado Sem Derrota Pela Equipe Do Botafogo,
Apresentou Os Seguintes Resultados:
Turno
1ª Rodada - Flamengo 65 X Sampaio 25; Fluminense 62 X América 36.
2ª Rodada - Flamengo 64 X América 40; Botafogo 84 X Sampaio 8.
3ª Rodada - Botafogo 53 X Fluminense 47; América 54 X Sampaio 21.
4ª Rodada - Botafogo 47 X Flamengo 43 (Na Prorrogação); Fluminense 76
X Sampaio 16.
5ª Rodada - Botafogo 56 X América 31; Fluminense 52 X Flamengo 39. 
Returno 
1ª Rodada - Botafogo 122 X Sampaio 12; Fluminense 60 X América 32. 
2ª Rodada - Botafogo 70 X America 36; Flamengo 73 X Sampaio 22. 
3ª Rodada - Fluminense 64 X Flamengo 44; América 34 X Sampaio 22. 
4ª Rodada - Botafogo 57 X Flamengo 44; Fluminense 86 X Sampaio 11. 
5ª Rodada - Flamengo 42 X América 28; Botafogo 49 X Fluminense 43
MARLENE, A "CESTINHA"
 A Destacada. «Estrela» Botafoguense Marlene Bento Foi A “Cestinha" Do Certame Com O  Total De 151 Pontos Em Oito Pelejas, Ou Seja, Com A Média De 18,87 Por Partida Disputada. Em Segundo Colocou-Se A Rubronegra Nívea Com 125 (Média De 15,62), E Em Terceiro A Tricolor Aglaé Giórgio Com 124 (Média De 15,50). Nas Demais Posições Situaram-Se, Laura, Do Fluminense, Com 112; Neuçi, Do Botafogo, Com 103; Vilma, Do Botafogo, Com 89; Ivone, Do Botafogo, Com 87; Marli Do Fluminense, Com 85; E Eugênia, Do Botafogo Com 76
Fonte: Jornal Sport Ilustrados De 1956
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Do Botafogo, Aos Seus Campeões 
As 13 Horas De Sabado, 10 De Dezembro, O Botafogo Homenageou Os Seus Valorosos Campeões De 1955, Dos Sete Esportes Amadoristas Que Pratica Atualmente, Com Explendido Almoço De 133 Talheres, No Salão Restaurante Da Séde, Finamente Ornamentado De Flores E Bandeiras Alvinegras, Pelo Gesto Requintado Do Dedicado Casal Rubem Braga. 
Presente O Presidente Paulo Azeredo; O Dr. Geraldo Starling Soares, Presidente Da F.M.F. ; O Dr. Osmar Cunha, Dignissimo Prefeito De Florianopolos; O Dr. Sergio Darcy, O Dr. Flavio Ramos, O Dr. Henrique Carlos Meyer, Dr. Alceu Mendes De Oliveira Castro E Senhora, Dr. Rubem Pereira Braga E Senhora, Clovis Soares Dutra E Senhora, General Edgard Soares Dutra, Dr. Manoel Maria De Paula Ramos, Roberto Dreyfus, Cidio Carneiro, Coronel Antonio Soares Dutra, Dr. Altair Fonseca, Os Bravos Campeões E Inumeros Consocios, Decorreu O Almoço Com A Maior Alegria E Cordialidade, Tendo, Ao Final, Usado Da Palavra O Dr. Paulo Azeredo, Que Agradeceu Aos Atletas Os Esforços Denodados Com Que Se Empregaram Em Defesa De Nossa Bandeira, Cobrindo-A De Honras, Embora Sem Quadra, Sem Piscina E Enfrentando As Maiores Dificuldades. 
Ao Microfone, O Dr. Alceu De Oliveira Castro Fez A Chamada Dos Campeões Que, Intensamente Aplaudidos, Receberam Os Seus Premios Das Mãos De Nosso Presidente De Ouro Que, Novamente Com A Palavra, Enalteceu As Figuras Do Vice-Presidente Sergio Darcy, Encarregado Do Setor Amadorista Do Clube E De Roberto Dreyfus, O Nosso Grande Diretor Do Departamento Técnico, Aplaudido Em Delirlo Por Seus Valarosos Pupilos E Por Todos Os Presentes. Ouviu-Se, Em Seguida, A Palavra Vibrante Do Dr. Sergio Darcy, Saudando A Imprensa E A Do Snr. Pilar Drumond, Agradecendo Em Nome Dos Jornalistas Presentes. 
Por Ultimo, Em Nome Dos Premiados Falou Magnificamente O Dr Celso Juarez De Lacerda, Campeão Do Remo, Frizando Que Os Agradecimentos Deveriam Ser Dirigidos Pelos Atletas Aos Dirigentes, Pois Que Era Facil Vencer, Tendo Os Dirigentes Que Eles, Campeões, Tinham A Felicidade De Possuir. 
Alem Dos 101 Premios Conferidos Pelo Clube — Numero Que Honra Os Nossos Abnegados Amadores — Cuja Relação Vai Abaixo, Outros Foram Entregues Pela Fidalguia De Consocios E Tambem Os Conferidos Pela F. M . N. Aos Vencedores De Natação (Maria Lucia) E Water-Polo. Assim, O Querido Consocio Wilker Carneiro Ofertou Medalhas As Nossas Inegualaveis Campeãs De Basket-Ball E Ao Técnico Charles Borer; O Bravo Remador Fernando Pessôa Branco, Belissimas Plaquetes De Prata, Representando Um Out-Riger A Oito, A Campeões De Remo E Ao Diretor Clovis Dutra; E O Dr. Alceu Mendes De Oliveira Castro, Medalhas As Atletas Eliana, Ivan, Lucia, Margarida E Neuma Cunha E Ao Timoneiro João Da Costa Côrtes, Como Vitoriosos Campeões Em Provas De Remo Dos Jogos Primavera De 54 — 55. 
As 16 Horas, Ainda No Salão Restaurante Iniciaram-Se As Danças Que Decorreram Animadissimas, Entre Todos Os Nossos Jovens Campeões, Encerando-Se As 19 Horas Esse Inovidavel De Reconhecimento E De Glória, Não Sem Que, E Aqui Consignamos Isso, Dr. Alceu De Oliveira Castro Declarou Que, Abusando Da Autoridade Que Lhe Conferia Sua Tradicional Amisade A Secção Feminina, Sentia-Se A Vontade, Aprovado Que Fora Antecipadamente Pela Mais Estrondosa Ovação Do Banquete, Merecidamente A Dirigida, Para Proclamar, Como De Fato Clamava — Como Atleta Nº 1 Da Secão Feminina Do Botafogo Durante O Ano 1955 — YVONNE DE ARAUJO SANTOS — Que Foi Grande ,No Basket, Como Foi De No Volley, Atuando Sempre Com Abnegação, Eficiencia E Disciplina Exemplares.
 RELAÇÃO DOS ATLÊTAS E DIRIGENTES PREMIADOS 
BASKET-BALL FEMININO — CAMPEÃS DO RIO DE JANEIRO — Escudos De Ouro, Sob O Dístico "CAMPEÃ'' Formato De Broche: 
1 — Aymara De Paula; 2 — Dircy De Figueiredo; 3 — Eugenia Rindeika; 4 — Joana Rindeika; 5 — Lais Gomes Mourão; 6 — Margarida Tereza Nunes Leite; 7 — Marlene José Bento; 8 — Neucy Ramos Da Silva; 9 — Rachel Obadia; 10 Yvonne De Araujo Santos ; 11 — Wilma De Souza Silveira. 
Acervo Particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial Do BFR Nº 111 De Janeiro De 1956
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Fonte:  Mundobotafogo.Blospot.Com
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Sob o comando eficiente de Charles Borer, nossas extraordinarias campeãs Yvone Santos, Marlene, Wilma, Neuci e Lais, juntamente com nossas novas aquisições, Daisy Miguel e Laura Rodrigues e mais, Aglaé, Martha, M. Lucia e Atila, do Fluminense e Eunice, do America, estão se preparando ativamente para o Campeonato Brasileiro de Porto Alegre onde certamente as cariocas brilharão.

De Porto Alegre, nossas defensoras deverão excursionar ao Paraguai, onde reunir-se-ão a Eugenia, Aymara, Dircy e Joaninha para uma serie de sensacionaes cotejos com as paraguaias, como se sabe, grandes jogadoras de basket-ball.

Ainda sobre o ingresso de Laura Rodrigues no Botafogo, não é demais recordar, o que muita gente se esqueceu, que Laurinha iniciou sua carreira esportiva no Botafogo, cujas cores defendeu, em atletismo, em 1947, 48 e 49, sendo campeã juvenil e de estreantes e em l-ball, integrando a segunda equipe de 1949.

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 112 de fevereiro e março de 1956

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BASKETBALL FEMININO 

Distrito Federal, Campeão Brasileiro 

Merece especial destaque e grande vitória do basketball feminino carioca levantando pela primeira vez, brilhantemente, o Campeonato Brasileiro de Basketball, o oitavo promovido pela C. B. B., efetuado em Porto Alegre, sendo que os sete primeiros campeonatos, realizados em 40, 44, 50, 51, 52, 53 e 54, haviam sido conquistados por São Paulo. 

E, para nós maior destaque merece o feito, porque o BOTAFOGO contribuiu decisivamente para o mesmo, com o seu esplêndido técnico Charles Borer que, com esta conquista, a maior de todas, somou quatro títulos consecutivos na temporada de 1955; com suas atletas Marlene, Yvone, Neuci, Wilma, Lais, Laura e Daisy; com o médico Dr. Altair Fonseca, sempre dedicadíssimo e até com o massagista - o popular Toucinho! 

As cariocas iniciaram sua campanha a 27 de janeiro, derrotando as mineiras por 69x83, com Marlene (12), Wilma (8), Neuci (7), Aglaé (14), Marta (10), Laura (6), Atila (4), Daisy, Lais, Eunice, Yvone (4) e M. Lucia (2). 

A 30 de janeiro, 59x36, sõbre a representação do Paraná, formando a equipe com Marlene (10), Wilma (6), Laura (4), Marta (12), Aglaé (10), Neuci (8), Atila (3), Yvone (3), Lais, Daisy, Eunice e M. Lucia (3).

A 1º de fevereiro, nossa seleção esmagou a gaucha pelo formidavel score de 101x36, apresenando-se com Neuci (21), Marlene (16), Aglaé (14), Yvone (14), Laura (12), M. Lucia (6), Atila (8), Daisy (4), E-nice (2) e Marta (3). 

Finalmente, na noite seguinte, 2, arrebatamos o título a São Paulo, após formidável peleja, na qual triunfamos por 66x60. Marlene, nossa extraordinária cestinha, marcou nada menos do que 29 pontos, formando a equipe com Laura (5), Marta (16), Aglaé (10), Wilma (4), Atila (2), Neuci e Yvone. Por último, outra vitória: Wilma, nossa linda defensora, venceu o concurso de beleza, sendo proclamada a Rainha do Campeonato e tendo recebido como prêmio uma taça. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 113 de abril de 1956

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Laís Gomes Mourão 

Lais Gomes Mourão, outro brotinho louro de nosso basket-ball, garota de dezessete anos que já é campeã da cidade, iniciou-se no esporte, praticando bas-ket, volley e tenis de mesa, bem proximo de sua residencia, no simpatico Madureira Tenis Clube. 

Em 1953, Lais surgiu no Gremio de Quintino, ao lado de Eugenia e sob o eficiente comando de Charles Borer, logrou o vice-campeonato carioca. 

Em princípios de 1954, extinguindo-se a seção feminina de basket do Quintino, Lais acompanhou suas companheiras Charles, ao Botafogo, onde estreou a 30 de Março, no tablado do Maracanã, com uma vitória de 49 x 23 em amistoso com o Carioca. 


A seguir, Lais triunfou no triangular do Cinquentenario do Clube, realisado em Julho, no Mourisco e obteve uma brilhante terceira colocação nos jogos da Primavera, quando sobrepujou o Ipiranga, a poderosa equipe campeã paulista e o Sirio, tambem de São Paulo, destacando-se pela fibra e pelo denodo com que lutou e com que aliás, luta sempre, pois embora pequenina, Lais tem muita raça e muito coração. 

No campeonato carioca de 1954, Lais disputou com brilho todos os jogos do Botafogo, colocando-se em terceiro lugar, já que nosso jovem e esplendido conjunto foi perseguido por inegavel falta de sorte. 

O ano que acaba de findar, porem, compensou largamente Lais e suas denodadas companheiras, pois o pavilhão da estrela solitaria pairou altaneiro no mastro da vitória em todos os certamens que disputou. 

Primeiro, foi o Troféu Armando Albano, conquistado após sensacional desempate em "melhor de três" com o forte team do Flamengo, no ginasio do Tijuca, coroando magnifica campanha. Lais participou dos 12 jogos do torneio, obtendo 10 vitórias, duas derrotas e 40 pontos. A vitória decisiva foi assinalada por 59 x 33, contra o Flamengo, na noite de 14 de Julho; ás 14 horas do dia seguinte, Lais embarcava de onibus, com suas heroicas colegas, para Santos, onde a 17 estreava nos 1º Jogos de Inverno daquela cidade praiana e a 21, sete dias depois da decisão do Troféu Armando Albano, sagrava-se novamente campeã, levantando o torneio com cinco jogos contra poderosas equipes paulistas, quatro vitorias e uma derrota! 

Depois, todos sabem, foi a epopeia do Campeonato Carioca de 1955 levantado invencivelmente pela equipe botafoguense, com Lais lutando sempre, armando as jogadas com precisão e obtendo, finalmente o ambicionado titulo — o terceiro e o mais importante no mesmo ano.

Mas não é só no basket que Lais tem brilhado, pois possue explendidas qualidades no volley, como já demonstrou na equipe de seu colegio — o Piedade — pelo qual, aliás, é campeã em quasi tudo, nos jogos da Primavera. 

E no proprio Botafogo, na equipe improvisada que em Março de 55 excursionou a Bahia, Lais acertou em cheio, levantando magnificamente para a nossa querida canhotinha — Anah (o que não é sopa não, levantar para canhota...) que, por tal motivo, foi a mais terrível cortadora da temporada, quando vencemos dois dos três jogos disputados, um dos quaes contra o "Sophia Costa Pinto", tetra-campeão baiano.

 No atletismo, Lais alem de ser campeã pelo Colegio Piedade, estreou pelo Botafogo a 13 de Agosto de 1955, no Campeonato de Principiantes, obtendo o segundo lugar no revesamento de 4 x 100. 

Espirito alegre e folgazão, Lais certamente irá longe em qualquer modalidade esportiva, que é o que sinceramente desejamos. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 112 de fevereiro e março de 1956

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Dircy de Figueiredo Ferreira 

Uma das mais valorosas, dedicadas e veteranas atletas do BOTAFOGO é, certamente, Dircy de Figueiredo, hoje Ferreira, em virtude de seu casamento com Sr. Aldo Santos Ferreira, realizado novembro de 1955. 

Foi a 9 de agosto de 1949 que, pela primeira vez, Dircy envergou o uniforme alvi-negro, no Torneio Aberto de Basketball da F.M.B., no Mourisco, enfrentando e vencendo o Assú Clube, de Laura, Enid e M. Helena, por 29 x 9, para ser, afinal, vice-campeã, como também o foi nos Jogos da Primavera, tendo, no mesmo ano, enfrentado o Boca Juniors, de Buenos Aires, aquele célebre jôgo da "cêsta contra" de Margarida. Em 1950, não tendo o BOTAFOGO participado do basket da Primavera, Dircy foi campeã pela A.A. Grajaú, ao lado de Yvone Santos, vencendo, após, pelo Glorioso, o Torneio da Apresentação da F.M.B., não tendo participado do campeonato, por motivo de doença. No ano seguinte, Dircy venceu brilhantemente o Torneio Aberto de "Jornal dos Sports" e o torneio de apresentação do mesmo, revelando-se a jogadora corajosa e que sabe "brigar" nos rebotes, que todos conhecem. 

No mesmo ano, Dircy fez parte da delegação carioca ao Brasileiro de Goiania excurcionou com o BOTAFOGO a São Paulo, onde venceu esplendidamente o Pinheiros por 27 x 21 e perdeu para o Sirio; e colocou-se em terceiro logar aos Jogos da Primavera, quando venceu o C.R. Icarai, reforçado de quatro elementos do Santos F.C., o Vasco da Gama e e C.A. Ferroviário, de Curitiba.

Em janeiro de 1952, em São Paulo, Dircy integrou a seleção carioca ao torneio preparatória para o Sul-Americano, logrando o vice-título, após abater a seleção da capital de São Paulo, por 40 x 37. 

Nêsse mesmo ano, em virtude de divergências surgidas em nossa secção de basketball, Dircy transferiu-se para o Grêmio de Quintino Bocaiuva, onde foi campeã carioca, voltando a defender as nossas côres em 1954, nos jogos da Primavera, quando obteve a terceira colocação, logrando duas magníficas vitórias sôbre o Ipiranga e o Sírio, de São Paulo. 

No campeonato de 54, Dircy integrou nove vezes a nossa equipe, também terceira colocada e em 55, já jogando menos, em virtude de seu noivado, Dircy teve a satisfação de sagrar-se campeã carioca com 3 jogos e 6 pontos. 

No volleyball, Dircy defendeu valorosamente a nossa segunda equipe nas temporadas de 1949-50 e 51, dando uma prova de dedicação espantosa, quando formou em nosso primeiro quadro, que só dispunha de cinco elementos, contra o Grajau, a 20 de maio de 1950, atuando com uma paralisia facial e seriamente enferma.

Nêsse mesmo ano, disputou na equipe principal todo o Torneio da Cidade do Rio de Janeiro e um jôgo do campeonato, que o BOTAFOGO levantou magistralmente e em 1951, foi vice-campeã em Cambuquira e atuou no Trofeu "João Lyra Filho", em Belo Horizonte. 

Espírito alegre e folgazão, Dircy brilhou nessas excursões também pela esplendida voz, tendo cantado no coral da Matriz de Cambuquira e, o que parece contradição, dançado tão bem macumba, na Boite da Pampulha, os concessionários quizeram contrata-la imediatamente... 

Remou na Primavera de 51 pelo Clube e é também, esplendida atleta do esporte base, tendo estreado em 100 metros rasos, na Primavera de 1949. 

Em 4 de junho de 1950, no Campeonato de Estreantes, obteve o 1º lugar em salto em altura — 1m,40  - recorde de classe e o 3º em distância e 100 metros rasos, logrando o 4º em altura, Campeonato da Cidade. 

Em 1951, o 3º lugar em 80 metros com barreiras nos troféus M. Marcio Brasil e na Primavera e em 1954, na competição contra o Vasco, o 1º lugar em barreiras e em salto em altura, obtendo segundo, com os mesmos 1m,40, na Competição Botafogo x Fluminense. 

É esta a Dircy, de quem todos gostam e apreciam, no velho BOTAFOGO FUTEBOL E REGATAS que ela sempre soube defender. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 114 de maio de 1956

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Grande Vitória do Brasil no Torneio Internacional

A seleção brasileira de basketball feminina acaba de levantar, de maneira brilhantíssima, no ginásio Gilberto Cardoso, abatendo as valorosas representas da Argentina, Paraguai e Chile, o Torneio Quadrangular Internacional, movido pela C.B.B., como preparação para as grandes competições internacionais. 

Nossa satisfação e tanto maior por sua vitória notável, porque, para ela, como por ocasião da conquista do Campeonato Brasileiro, contribuiu de maneira decisiva o BOTAFOGO DE FUTEBOL REGATAS, com quatro atletas valorosas Marlene, Wilma, Yvone e Laura,  e com os seus dirigentes e auxiliares.

Efetivamente, ainda uma vez o técnico foi o nosso Charles Borer, que interrompeu a sua feliz lua de mel, já que consorciara a 7 de abril, em pleno tríodo de treinamento, com nossa linda grande campeã Eugenia Rindeika, para obter o seu quinto título sucessivo; o médico foi o nosso cem por cento botafoguense Dr. Altair Fonseca, competente e dedicado; o massagista, ainda uma vez, foi o bom Toucinho e o roupeiro, o querido "seu" Arthur. 

Mas não foi só, pois que demos a colaboração extraordinária e decisiva do Dr. Rubem Pereira Braga e de sua distintíssima e simpática senhora, D. Nilda Braga, ambos nossos diretores sociais e, em meados de março, receberam fidalga e acolhedoramente em sua casa atendendo a angustioso apêlo da C.B.B., por intermédio de Charles Borer, as encantadoras mineirinhas Jane e Zilah, do Minas T.C., convocadas para ensaios. Nessa ocasião, com toda a justiça, D. Nilda Braga foi aclamada a Madrinha da Seleção Brasileira e bem mereceu o tiulo, pois já tendo hospedado duas atletas, recebeu mais as paulistas M. Helena e Nair e a paranaense Neide, para, num crescendo, pouco depois, acolher todo o resto das convocadas, inclusive as cariocas, 13 moças, transformando o simpático solar da rua Voluntários da Pátria, na concentração oficial, por mais de um mês, da seleção nacional! 

Êste gesto impressionante, para o qual contribuiu o BOTAFOGO com o fornecimento dos leitos indispensáveis, merece especial realce, pois que do carinho e da incansável solicitude do querido casal Rubem Braga, as atletas brasileiras encontraram o ambiente sadio e tranquilo para invencivelmente marcharem ao esplendido triunfo! 

Eis os dados técnicos da campanha:

Contra a Argentina — em 24 de abril - Brasil, 46x44. Equipe: Nair, T; Martha, 12, Aglaé, 5; Marlene, 6; Wilma; Marli, 12 e Maria Helena,4.

Contra o Paraguai — Em 26 de abril — Brasil, 50x39. Equipe: Nair, 5; Martha, 6; Marli, 9; Laura, 2; Yvone, 1; Atila, 4; Neide; Aglaé, 16 e Marlene; 7. 

Contra o Chile — Em 28 de abril —Brasil, 40x38. Equipe: — Nair, 13; Martha, 1; Aglaé, 6; Marlene, 11: 6; Maria Helena, 2 e Wilma, 1. 

Participação de nossas atletas: Marlene, dois jogos e 24 pontos. Laura, um jôgo e 2 pontos, Wilma, dois jogos e 1 ponto, Yvone, um jógo e 1 ponto. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted

Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 115 de junho de 1956

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 JOANA RINDEIKA

Joana Rindeika, a loura Joaninha de nossas quadras, linda, simpática e encantadora, como sua irmã mais nova, a aplaudida  estrêla Eugenia, começou sua carreira esportiva em Jacarepaguá, bem próximo de sua residência, no Olímpico, sob a direção de um técnico também iniciante, o jovem Charles Borer, hoje seu cunhado e dirigente de seleções.

Sua primeira partida foi a 23 de setembro de 1951, em amistoso efetuado no Largo ao Pechincha, contra a equipe do BOTAFOGO e apesar de seus receios e da inexperiência geral, Joaninha viu o seu quadro vitorioso por 10x9, contagem pequenina, mas que demonstra o empenho com que se empregaram todas as atletas, de um e de outro lado.

E, a titulo de reminiscência, eis as equipes que se defrontaram em tão “acirrada” peleja:  BOTAFOGO - Ana Maria (1), Maria Lucia, Suzete (1), Marina (3), Abigail (2) e Jeanette (2). “Olímpico” - Eugenia (2), Nair I (2), Marlene Russo (2), Nair II (4), Joaninha, Trote, Ziza, Ingrid, e Alice.

Logo a seguir, vieram os Jogos da Primavera de "Jornal dos Sports” e Joaninha, integrando o mesmo Olímpico de Jacarepaguá, tornou-se vice-campeão da série B, cujo titulo foi levantado pelo Jacarépaguá T. C.

Em 1952, Charles Borer foi organizar a equipe feminina do Grêmio de Quintino Bocayuva e para lá transferiu as irmãs Rindeika que, ao lado de grandes nomes do basketball feminino, tornaram-se campeãs cariocas, em certame disputado em um único turno devido ao racionamento de luz.

E, 1953, continuou Joaninha defendendo as cores do Quintino, tornando-se vice-campeã carioca, já que o titulo, nesse ano, pertenceu ao Fluminense.

Também nos Jogos da Primavera de 1953, Joaninha apareceu com sucesso, logrando o titulo de campeã no setor colegial pelo Colégio Piedade.

Em 1954, Joaninha, com quase todas as suas companheiras do Quintino, sempre sob a direção de Charles Borer, transferiu-se para o BOTAFOGO, passando a envergar o lindo uniforme negro com o emblema da estrela solitária ao peito.

Sua estréia verificou-se na noite de 30 de maio, em tablado armado no Maracanã para os jogos dos famosos Globetrotters, em preliminar na qual o BOTAFOGO derrotou o Carioca por 49x23, tendo Joaninha entrado no final do prélio e consignado dois pontos.

Depois, foram os festejos do cinqüentenário do Clube, em um triangular realizado no Mourisco, tendo Joaninha derrotado o Bel Mar e o Vasco da Gama, consignado quatro pontos.

Nos Jogos da Primavera, Joaninha integrou a nossa equipe que participou do lance-livre, e não podendo ensaiar, dadas suas inúmeras ocupações fora das quadras, Joaninha passou a reserva de nossa valorosa equipe, tendo disputado três jogos do campeonato de 54 e três no de 1955, quando o BOTAFOGO levantou de maneira empolgante o Campeonato do Rio de Janeiro.

Joaninha atuou no turno, contra o Sampaio e no returno, contra o América e o possante quadro do Flamengo; quando logrou magnífica vitória por 57x44.

Na presente temporada, Joaninha tão bonita e graciosa, vem treinando com afinco para emprestar uma assistência mais efetiva ao pavilhão alvinegro, que muito espera de sua jovem atleta.

Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 116 de julho de 1956
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JOGOS DE INVERNO NA CIDADE DE SANTOS

Voltará novamente este ano a S. Paulo, afim de disputar os 2º Jogos de Inverno da Cidade ele Santos, as nossas campeoníssimas meninas do Basket-ball.

A título de lembrança, vamos rei-capitular a campanha destas dedicadíssimas atletas botafoguenses, nos Jogos de inverno de 1955.

Aos 14 horas do dia 15 de Julho, sem o menor descanso, após ter na véspera conquistado o Troféu Armando Albano, em ônibus, sob a chefia do Dr. Altair Fonseca e de Charles Borer, seguiam seis de nossas heroínas para Santos, para a disputa do 1º Jogos de inverno daquela cidade, em cujo basket-ball feminino competiriam oito grandes equipes Votorantim [Seleção Sorocabana); FLC. Pinheiros; C.A. Ipiranga; C.A. Santista, São Vicente Praia CIub, C.R. Internacional, C. Regata Tumiarú e C.R. Flamengo.

Já a 17 estreava a nossa equipe, no ginásio do C.R. Vasco da Gama de Santos e mercê de péssima arbitragem tombava vencida por 64 x 58 pelo São Vicente P. Club, tendo competido Eugênia 25, Wilma 11, Marlene 12, Yvone 9, Lais 1 e Aimara.

Mas... não seria nada, como de fato não foi, pois a 18, no mesmo local, abatiam por 45 x 39 as meninas de Sorocaba, formando Eugênia 14, Marlene 11, Wilma 11, Yvone 7, Lais 2 e Aimara.

A 20, no ginásio do Internacional, vitória duríssima e esplêndido., por 45 x 44, sobre a equipe local, conseguida por Eugênia 16, Wilma 14, Marlene 8, Yvone 7, Lais e Aimára e a 21, na mesma quadra, retumbante revanche sobre o São Vicente por 56 x 49, proeza magistral de Eugênia 18., Wilma 15, Marlene 12, Yvone 9, Lais i2 e Aimára. '

Atuando sem descanso, na noite seguinte, partida decisiva contra o C. A. Santista e estupendo triunfo por 45 x 23 dando, assim, ao Botafogo, o seu segundo titulo em oito dias, já que o Troféu Armando Albano fora conquistado na noite de 14!

Atuaram e marcaram nessa inesquecível jornada., que cobriu de glórias o pavilhão da Estrela. Solitária: Eugênia 6, Marlene 12, Vilma; 15, Yvone 8, Lais 4, e Aímára.

Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 116 de julho de 1956
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AYMARA DE PAULA


Aymara de Paula, nossa Valente cestobolista, iniciou sua vida esportiva coMo atleta juvenil do C.R. Vasco da Gama, onde, em 1951, no campeonato de juvenis, logrou o quarto lugar nas provas de arremesso de peso e dardo.

Continuou a praticar o atletismo no Grêmio cruzmaltino durante algum tempo, iniciando-se, também, no basketball e no Volleyball em 1954, para surgir no Brasileiro de Basketball daquele ano, disputado no ginásio de Caio Martins, em princípios de 1955, defendendo as cores da seleção do Estado do Rio, e destacando-se como um dos melhores elementos da equipe.

Logo após, em março de 1955, transferiu-se, no basketball para o BOTAFOGO, continuando no Volley vascaíno para, curiosamente, estrear de maneira inesperada, em defesa de nossas cores, exatamente no esporte da rede e das cortadas.

E que naquele mês de março, o BOTAFOGO recebeu um convite para levar a Bahia suas equipes de basketball masculina e feminina, sendo Aymara naturalmente incluída na delegação.

A última hora, veio um pedido para se fazer um jogo de Volley feminino e Anah, Roma e Acyr foram escaladas, mas, ao chegar a delegação a Salvador, qual não foi a surpresa: as baianas só queriam jogar Volleyball, tendo sido então improvisado um quadro que, com boas atuações de Aymara, venceu duas grandes pelejas, perdendo apenas a inicial, efetuada antes da chegada de Roma e Acyr.

De volta ao Rio, Aymara estreou finalmente em nossa valorosa equipe de basket no Torneio Armando Albano, fazendo a sua primeira partida a 10 de maio, quando vencemos o quadro da A.A. Grajaú, em seu campo, por 59x23.

Reserva nº1 daquela poderosa equipe, Aymara entrou sempre com sucesso, em momentos de grande perigo, em todos os jogos seguintes, consagrando-se campeã do Torneio Armando Albano, apos o sensacional desempate em “melhor de três” com o C.R. Flamengo, tendo disputado onze partidas e assinalado dezoito pontos, destacando-se pela decisão e pela coragem com que se atira a luta sem se impressionar com os grandes cartazes que por vezes encontrava pela frente.

Vencido o Torneio Armando Albano, menos de vinte e quatro horas após, eis Aymara seguindo com a sua equipe para os I Jogos de Inverno de Santos, onde oito dias depois, consagrava-se brilhante e novamente campeã., após enfrentar as
mais poderosas equipes de São Paulo, atuando nas cinco pelejas, contra o São Vicente (duas vezes), a seleção de Sorocaba, o Internacional e o C.A. Santista, para, no regresso, atuar em um amistoso, em Sorocaba, onde acidentou-se seriamente.

Novamente no Rio, Aymara integrou com a coragem e a combatividade de sempre, a equipe botafoguense Campeã Carioca, tendo participarão de cinco dos oito jogos, competindo ainda pelo BOTAFOGO, nos Jogos da Primavera, em basket, contra o Ipiranga, de São Paulo, e em atletismo, no revezamento de 4x100, com Yvone Santos, Guiomar e Nelmen.

Este ano, Aymara transferiu-se para o BOTAFOGO em todos os esportes, não tendo ainda participado do volleybakll, porque teve um dedo gravemente ferido em um lamentável desastre de automóvel.

No basketball feminino, que somente agora reiniciou suas atividades, Aymam prepara-se com afinco para participar dos II Jogos de Inverno da Cidade de Santos, tendo feito parte da equipe que, a 2 de junho, excursionando a São José dos Campos, abateu um quadro masculino por 46x28.

Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 117 de agosto de 1956
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Com a equipe desfalcadissima, não foi feliz, o BOTAFOGO, nos II Jogos de Inverno de Santos, para onde se deslocou sob a chefia dos dedicados botafoguenses Alberto Ribeiro dos Santos e Altair Fonseca, tendo perdido os cinco jogos disputados, embora, vendendo caramente a derrota, como se verifica dos dados técnicos abaixo: 
Contra a Seleção de Sorocaba — Em 15 de Julho — Sorocaba 46x38. Equipe: Eugenia (18), Wilma (5), Daisy, (11), Aymara (2), Dircy, Joaninha (2), Inalda e Leny. 
Contra o São Vicente P.C. — Em 16 de julho — São Vicente 43x39. Equipe: Eugenia (7), Wilma, (22), Daisy (8), Inalda (2), Dircy, Aymara, Lélia, e Leny. 
Contra a Seleção Santista Em 18 de julho — Seleção 42x39. Equipe: Eugenia (16), Wilma (17), Daisy (5), Aymara (1), Dircy e Inalda. 
Contra o S.E.R. Ipiranga — Em 20 de julho — S.E.R.I. 48x34. Equipe: Eugenia (14), Wilma (11), Daisy (5), Joaninha (2), Lélia (2), Aymara, Inalda, Dircy e Leny. 
Contra o Sírio, de São Paulo – em 22 de julho. Sírio 36x35. Equipe: Eugenia (12), Wilma (12), Daisy (8), Dircy (2), Aymara (1), Inalda e Joaninha. 
Jogaram e marcaram pontos: Eugenia — 5 jogos e 67 pontos; Wilma, 5 jogos e 67 pontos; Daisy, 5 jogos e 37 pontos; Dircy, 5 jogos e 2 pontos; Aymara, 5 jogos e 4 pontos; Inalda, 5 jogos e 2 pontos; Joaninha, 3 jogos e 4 pontos; Leny, 3 jogos; Lélia, 2 jogos, e 2 pontos. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 118 de setembro de 1956
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Campeonato Carioca 

Iniciou-se a 26 de setembro, com o cotejo America x Botafogo, na quadra da rua Campos Sales, o Campeonato Feminino do Rio de Janeiro, tendo o BOTAFOGO triunfado por 57x34, apresentando a seguinte equipe: Yvone (9), Eugenia (8), Wilma (17), Marlene (20,), Inalda (3), Lélia, Aymara e Dircy. 
A 3 de outubro, na quadra da E.N.E.F.D., grande peleja contra o C.R. Flamengo e esplêndida vitória por 55x38, com os seguintes números: Yvone (10), Eugenia (3), Wilma (20), Marlene (14), Inalda, Neuci (8), Dircy, Aymara e Lélia. 
Causou sensação a reaparição da pequena e endiabrada Neuci: tendo desembarcado as 10 e 30, de regresso do Mundial de Paris, de Volleyball, após vinte e duas horas de esfante viagem de avião, às 21 e 30 estava em campo e deu um "show" de bola, atuando maravilhosa e irresistivelmente e demonstrando, mais uma vez sua insuperável fibra, deixando a quadra carregada, presa de violentas caimbras! 
Isso é que é atleta, digna dos maiores aplausos — a pequena — grande Neuci! 
Sôbre a atuação de nosso quadro, assim se expressou "Jornal dos Sports": — "A equipe botafoguense exibiu-se ontem de modo bem superior à sua primeira peleja do certame, principalmente quando passou a contar com Neuci. Essa destacada jogadora, que reapareceu após integrada a seleção brasileira no Mundial de Volleyball de Paris, demonstrou as suas excelentes qualidades e pode-se dizer mesmo, que era a peça que estava faltando ao quinteto alvi-negro para a repetição de suas grandes performances da temporada passada. Todavia, o nome de maior relêvo no prélio de ontem, foi o de Wilma, graças a espetacular atuação cumprida por essa atleta, sendo que Marlene, Yvone e Eugenia também brilharam intensamente".
Na noite de 10 de outubro, ainda na quadra da Escola, o BOTAFOGO encerrou invencivelmente o turno, abatendo esplendidamente o seu mais poderoso adversário, o Fluminense, por 58x54 e atuando com Yvone (10), Eugenia (6), Neuci (3), Marlene (24), Wilma (15) e Inalda. 
Brilhou, como sempre, nossa brava equipe, com Yvone admirável, de classe e categoria; Eugenia, excelente, voltando aos seus bons tempos; Marlene magnífica, com a pontaria certeira; Wilma sempre lutadora, embora com atuação menos brilhante do que no prélio com o Flamengo e Inalda, cumprindo sua missão.

NEUCI
Capitulo a parte, pelo habitual heroismo Neuci. Passou a semana tôda em tratamento mal podendo se locomover, presa de completa intoxicação muscular e jogou bravamente o 1º tempo, sendo substituida para a final. 
Voltou a luta já com a bandeira amarela quando o Fluminense reagia e ameaçava empatar, diminuindo uma diferença que já fora de dez pontos, para quatro pontos e em manquejando, desvencilhou-se de três adversárias e encestou maravilhosamente, assegurando praticamente  a vitória! E no final retirou-se novamente carregada! 
À sua grande e jovem defensora, após jôgo com o Flamengo, a diretoria do BOTAFOGO endereçou o seguinte ofício: 9 de outubro de 1956 (Ofício nº 605-956)
Senhorita Neuci Ramos da Silva: Temos a satisfação de comunicar-lhe que a Diretoria do BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS em sessão de oito do corrente mês, resolveu consignar em ata um voto de louvor e agradecimento à denodada consócia, pelo seu gesto de desprendimento, coragem e abnegação, integrando heróicamente a nossa equipe de basketbalt feminino que, na noite de quatro do co-ente; derrotou sensacionalmente a do C. R. Flamengo, isso depois de vinte e duas horas de viagem de avião, em seu regresso da Europa, onde tão bem soube elevar o renome desportivo do Brasil. Presenciamos estupefatos sua atuação magnífica, de fibra e de técnica e o seu grande sacrifício, ao deixar a quadra vitoriosa, mas presa de violentas caimbras e dores por todo o corpo, atitude esta que mais uma vez conquistou todo o BOTA FOGO.
Agradecendo-lhe sinceramente tão grande prova de desportividade e de honra aos compromissos assumidos e felicitando-a calorosamente, subscrevemo-nos com a maior estima, 
Alceu Mendes de Oliveira Castro 
Diretor do Departamento de Comunicações 
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YVONE SANTOS - Atleta padrão do Basketball Carioca


Nossa extraordinária campeã Yvone de Araujo Santos, Atleta nº 1 do BOTAFOGO na temporada de 1955, acaba de ser proclamada, com tôda a justiça, pela F.M.B., Atleta-Padrão do Basketball Carioca, como se verifica no seguinte ofício: 
"Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1956. (Ofício n.o 499) 
Senhorita Yvone de Arauto Santos
De ordem do Sr. Presidente, cumpre-me o dever de levar a seu conhecimento que a Diretoria desta entidade, aproveitando a passagem do "DIA DO BASKETBALL SULAMERICANO", em 12 do corrente, resolveu nesta data prestar-lhe uma homenagem instituindo a Medalha de Reconhecimento, que lhe deverá ser oferecida, como atleta "Padrão", considerando sua eficiência técnica, disciplina, colaboração e popularidade.
Por êste motivo, solicito a sua presença naquela data, na sede do Conselho Nacional de Desportos, às 18 horas. 
Aproveito a oportunidade para apresentar meus protestos de elevada estima e consideração. 
a) Paulo Rocha — Secretário Geral". 
Yvone recebeu esta insigne e justa homenagem da F.M.B. na noite de 12 de outubro e, menos de 24 horas depois, demonstrava sua fibra de desportista e sua extraordinária dedicação ao pavilhão alvi-negro, indo integrar nossa equipe de volleyball , presa de violenta intoxicação alimentar.
No carro que a conduziu ao campo de nosso adversário, o Tijuca, Yvone viajou completamente prostada, gemendo de dor, permanecendo deitada no vestiário durante tôda a peleja dos segundos quadros, para entrar em campo, ainda no meio do 1º set, no jôgo principal, quando nossa equipe falhava e atuar até a final do encontro, com impressionante fibra e eficiência. 
Seu sacrifício, infelizmente, não teve o beneplácito da fortuna, pois que mau grado os seus inauditos esforços e os de suas companheiras, perdemos o jôgo por 15x13 15x13, mas nem por isso deixou de ser menos impressionante, tendo Yvone deixado o ginásio do Tijuca quasi desmaiada, nos braços de suas companheiras. 
Gestos como êste, ainda fazem acreditar na beleza do desporto e demonstram claramente que nossa pequenina Yvone, pequena de tamanho, mas grande pelas suas atitudes, bem merece o titulo que recebeu e a estima e admiração unânime de todos os desportistas e, em particular, dos botafoguenses. 
Obrigado, Yvone. 
Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 120 de novembro de 1956
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BOTAFOGO VICE CAMPEÃO



Não quiz o destino que o BOTAFOGO bisasse o seu estupendo feito de 1955, classificando-o vice-campeão carioca após sensacional «melhor de três» com o Fluminense, o que em nada diminui o valor de nossa admirável equipe e de seu eficiente e dedicado Técnico Charles Borer, que lutaram de igual para igual com o campeão, sendo vencidos pelas contingências do esporte e por circunstâncias várias.

Já descrita no Boletim 120 a magnífica campainha do turno, resta-nos umas palavras sobre o final do campeonato, cujo returno iniciou-se a 7 de novembro, na quadra da E.N.E.F.D., com uma, vitória sobre o América por 57x 28, quando a equipe desfalcada de Wilma, contundida em um pé, formou com Yvone (12), Eugênia, Marlene (30), Neuci (10), Aymara, lnalda (1), Leny (2), Dircy (2), e Joaninha.

Na semana seguinte, a. 14 na quadra da Gávea, impôs-se ao Flamengo, em disputado prélio, por 41 x 30, apresentando Yvone (3), Eugênia, Neuci (16), Marlene (9), Wilma (12), Dircy, Inalda, Aymara, Leny (1) e Joaninha.

A 21, no ginásio do Fluminense, perdemos para o grêmio local por 44 x 41, após boa virada. que, infelizmente, veio tardiamente, jogando Eugenia (11), Marlene (4), Neuci (7), Wilma (6), Daisy (2) e Yvone (11). 

Tal resultado forçou o desempate do certame em «melhor de três», realizando- se a primeira peleja na noite de 28 de novembro, no ginásio do Grajaú T.C., quando o BOTAFOGO apresentou-se desfalcado de sua excelente defensora Wilma, com a contusão do pe agravada, mas assim mesmo atuou magnificamente, com Neuci em extraordinária forma, perdendo nos últimos instantes por 54 x 51, tendo atuado Yvone (12), Eizgenia (5), Neucí (14), Marlene (13), Daisy (3) e Dircy (4) .

Findo o encontro, deu-se o mais lamentável episódio de toda a temporada: nossa querida e valorosa Neucí foi inopínadamente agredida por um salafrário, que outra classificação não merece, apontado como sócio e sub-diretor do grêmio adversário, fato inominável, que provocou a justa reação da torcida alvinegra e o imediato castigo do covarde, originando grande conflito.



A segunda partida foi efetuada no ginásio do Tijuca, na noite de 12 de dezembro, terminando com brilhantíssima vitória botafoguense por 56 x 47, em luta na qual destacou-se esplendidamente a jovem Daisy Miguel, formando o quadro com Yvone21), Eugenia (5), Wilma (11), Marlene (16), Neuci (10) e Daisy (5).

Finalmente foi a «negra» designada para a noite de 17 de dezembro no ginásio do
Maracanã, tendo sido escalados para arbitrá-Ia os juizes Afonso Lefever e João Carlos Cantuária, por comum acordo, o primeiro indicado pelo BOTAFOGO e o segundo pelo Fluminense.

Lamentavelmente, na tarde do jogo, quase às 18 horas, sem qualquer consulta aos clubes, a F.M.B. substituiu o inigualável árbitro Lefever por Aladino Astuto, que não merecia a confiança do BOTAFOGO, criando uma situação psíquica, intolerável para as nossas cores e o  protesto veemente do Glorioso, traduzido na palavra vibrante de seu diretor Rubem Braga.

Perdemos por 52 x 47 inferiorizados nos três primeiros quartos, o terceiro dos quais por 45 x 31, nossas bravas meninas reagiram, no último quarto, de maneira eletrizante e ao faltarem dois minutos para o estupor geral, venciam por 47 x 46.

Foi quando, lamentavelmente, verificou-se que infundadas não eram as suspeitas botafoguenses e a dupla de árbitros com uma inexistente «bola andado» de Daisy e duas faltas criadas revoltantemente contra Eugênia e Marlene, resolveu o cotejo contra as nossas cores de forma irremediável, o que em nada desmerece o valor de nosso adversário, alheio a essas cincadas e a fibra de nossas heróicas defensoras.

Atuamos com Yvone (1), Eugenia (1), Wilma (5), Marlene (19), Neuci (14) e Daisy (7), sendo de realçar que Marlene nossa admirável pivot, foi a cestinha da cidade - tri-cestinha, já que o fora também em 1954 e 55.

Dados técnicos: Jogos – 9; Vitórias 6; Derrotas3; Pontos Pró 463; contra 381; saldo 82.

Jogaram e marcaram:
Marlene 9 jogos 149 pontos
Yvone 9 jogos   77 pontos
Eugênia 9 jogos   39 pontos
Neuci 9 jogos   82 pontos
Wilma 7 jogos   86 pontos
Inalda 5 jogos     4 pontos
Dircy 5 jogos     6 pontos
Daisy 4 jogos   17 pontos
Aymara 4 jogos ---------------
Leny 2 jogos     3 pontos
Lélia 2 jogos ---------------
Joana 2 jogos ---------------

TOTAL: 12 atletas – 463 pontos


Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 122 de janeiro de 1957
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Não conseguiram nossas meninas, sob a eficiente direção do técnico Charles Borer, reeditar a magistral campanha de 1955, conseguindo porém desta feita, o titulo de Vice-campeão carioca para o nosso Glorioso Botafogo.

Para nós que sempre acompanhamos estas esforçadas e dedicadas botafoguenses, e para toda a imensa torcida, (aqui abro um parêntesis, para dizer a todos VOCÊS de que o nosso Botafogo, pode se orgulhar de possuir a maior e a mais entusiasta torcida, de nossa Capital, no Basket-ball feminino), repito, para nós e para esta imensa torcida, estas meninas foram, são e serão sempre verdadeiras campeãs.

Não vamos discutir vitórias ou derrotas em competições esportivas, muito embora sobre as vitórias e algumas derrotas ainda pudéssemos falar alguma coisa, mas sobre derrotas, especialmente sobre determinada derrota, a pessoa indicada para falar sobre a mesma seria o Snr. Murilo Pinheiro bAlves, Presidente da Federação de Basketball, que por ocasião da publicação destas notas, na certa já deverá ter deixado aquela Presidência e sinceramente, já deixa muito tarde.

Mas, vamos voltar a falar de nossas atletas, que é assunto além de mais agradável muito mais elevado.

A Diretoria do Botafogo, por iniciativa do Presidente Dr. Paulo Azeredo e do Vice-presidente Dr. Sérgio Darcy que responde pelo setor amadorista, resolveram homenagear as atletas do basket-ball, pela sua dedicação, esforço e espírito de sacrifício, como se houvessem alcançado o título máximo.

Resolveu a Diretoria oferecer um jantar, em homenagem aquele Departamento.

Bem, agora tenho que procurar descrever esta solenidade com a máxima precisão. Aconteceu que o nosso amigo Dr. Alceu M. de Oliveira Castro, infelizmente não pode comparecer a homenagem por motivo de doença, e como grande historiador do clube é intransigente ou mesmo ranzinza para que os fatos relacionados com a vida do clube sejam narrados com a máxima precisão.

Passamos aos fatos. Quinta-feira, 27 de Dezembro, 21 horas da noite, mesa em forma de T, lindamente ornamentada. No lugar do honra, o Presidente Dr. Paulo Azeredo. Presentes as atletas Marlene, Yvone, Eugenia, Neuci, Wilma, Dircy, Daisy, Aymara, Leny, Lélia e Joana, não compareceu Inalda. Entre outros, anotei a presença do Vice-presidente Dr. Sergio Darcy, do Diretor Social Dr. Rubens Brega, do Diretor de Baske-ball Sr. Hélio, do Diretor de Volley-ball Dr. Altair Fonseca, o Técnico Charles Borer e muitas outras pessoas mais ou menos ligadas ao Departamento de Basket-ball feminino.

Ao final do jantar, o Presidente Dr. Paulo Azeredo pediu ao Dr. Sergio Darcy para falar em nome da Diretoria.

Com a palavra o Dr. Sergio diz da satisfação da Diretoria pela maneira com que as atletas se empregaram em defesa das cores e do nome do Botafogo, e que para os membros da Diretoria, elas não haviam sido derrotadas, porquanto o que valia era a forma dedicada, esforçada, cheia de sacrifícios e a excepcional lealdade, principal apanágio do espírito botafoguense, com que haviam disputado todas as partidas. Aproveitava a oportunidade para em nome da Diretoria, agradecer a todas tudo que haviam feito para elevar ainda mais o nome do Botafogo.

Respondendo em nome de suas colegas, Yvone Santos agradeceu as palavras do
Dr. Sergio Darcy, e disse de sua satisfação e de suas companheiras, em serem homenageadas; muito embora não tivessem conseguido alcançar o seu objetivo que era a conquista para o Botafogo do título máximo. Mas, que em vista do que lhes era dado a observar naquele momento, se sentiam verdadeiramente honradas em envergar o uniforme e lutar por um clube como o Glorioso, que possuía homens em sua Diretoria, que coisa rara, sabiam homenagear seus atletas não só nas vitórias como também nas derrotas, demonstrando com isto o grande espírito esportivo dos botafoguenses que consideram vitórias e derrotas como contingências, que o principal é competir.

Terminando o Presidente Dr. Paulo Azeredo pediu a autora dessa crônica, que se sentiu muito honrada, que fizesse a entrega de uma lembrança a cada uma das atletas.

Quanta alegria, quanta camaradagem, quanta amizade existe entre estas meninas, é este o grande segredo das monumentais vitórias do Departamento de Basket-ball Feminino .

                                                                                   Por Nilda Braga

Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 123 de fevereiro de 1957
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OS BRASILEIROS DE BASKET 

No IX Campeonato Brasileiro de Basketball Feminino, efetuado em Sorocaba, a representação carioca sagrou-se vice-campeã com a seguinte participação de atletas botafoguenses:

Contra o Rio Grande do Sul -  Em 27-1-57. Cariocas. 83x12. Marlene 23; Daisy 5; Wilma 2.

Contra Goiás -  Em 28-1-57. Cariocas  96x19. Marlene 14; Wilma 14; Daisy 14 e Neuci 12.

Contra o Paraná. Em 31-1-57. Cariocas, 63x38. Marlene 10; Wilma 4; Daisy 5 e Neuci 9.

Contra São Paulo. Em 2-2-57. Paulistas, 67x54. Marlene 25; Neuci 6 e Wilma.

Total - Marlene - 4 jogos e 72 pontos
Wilma - 4 jogos e 20 pontos
Neuci - 3 jogos e 27 pontos
Daisy - 3 jogos e 24 pontos

No confronto de lances livres, a representação carioca obteve a terceira colocação classificando-se em primeiro, em sua equipe, (4ª na classificação geral), com 62,50, a nossa valorosa Neuci.



Acervo particular Ângelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 124 março de 1957
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Campeão do Torneio de Apresentação

Na noite de 18 de junho, na quadra da A.A. Vila Isabel, efetuou-se o Torneio de Apresentação da F.M.B., o qual foi lindamente levantado pelo BOTAFOGO, após abater o Flamengo, que já derrotara o Fluminense, por 34x18.
Nossa valorosa equipe campeã, tecnicamente dirigida por  Charles Borer, foi  a  seguinte: Eugenia  -  1, Wilma  - 10, Daisy - 2, Marlene - 5 e Neuci - 16.
Parabéns, pois às nossas jovens campeãs que escreveram,  assim mais uma façanha em seu carnet de vitórias.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 129 de agosto de 1957
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COMPETIÇÕES AMISTOSAS
A15 de junho, nossas equipes de basketball enfrenataram amistosamente as do Jacarepaguá T.C., tendo nossa feminina triunfado por 69x39, com Eugênia 6; Daisy 16; Marlene 20; Neuci 19; e Walkíria 8, tendo atuado no quadro rival, as tricolores MArly, Didi e Lais.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 129 de agosto de 1957
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Botafogo - Vice-Campeão

Infelizmente o Campeonato Carioca de Basketball Feminino foi, êste ano, disputado apenas por três clubes, o que, inegavelmente, representa um fracasso, tendo havido, igualmente, uma visível queda de, índice técnico. 
Como em 1956, o BOTAFOGO iniciou uma campanha fulminante, caindo no último jogo quando, por estranha coincidência, não pôde contar com o concurso da valorosa Wilma, seriamente machucada, sujeitando-se em consequência, a nova "melhor de três" com o Fluminense, na qual, mal grado todos os seus esforços, não foi feliz, embora lutasse valorosa e extraordinariamente e, falto de reservas, recorresse à sua extraordinária campeã do passado — Yvette Mariz -- que não atuava desde 1951 e que, em nobre e admirável gesto, acorreu incontinente ao apêlo do Clube que e!a sempre defendeu com verdadeiro heroísmo. 
Iniciamos a campanha a 21 de junho, na quadra da Gavea, derrotando o Flamengo por 52x26 e contando com o concurso de Eugenia 5, Leny, Wilma 14, Marlene 10, Daisy 5, Neuci 16, Joaninha 2 e Margarida. 

A 12 de julho, na quadra da E. N. E. F. D. encerramos o turno, abatendo a equipe campeã do Fluminense por 45x32, vitória esta magnifica e obtida por Neuci 12, Wilma 14, Eugenia 2, Marlene 15, Daisy e Walkiria 2.
A 15, no mesmo local, sobrepujamos o Flamengo por 61x24. atuando Eugenia 6, Neuci 12, Wilmaz 14, Marlene 22, Daisy 5, Walkiria 2 e Leny, tendo sido Wilma seriamente lesionada, com um menisco atingido, surgindo, assim, o drama da equipe. 
As veteranas Yvette, Yvone e Margarida foram convocadas para a luta final com o Fluminense, a 26 de julho, em Alvaro Chaves, quando perdemos dramaticamente por 31x30, tendo sido o jôgo prorrogado para que Neusi cobrasse dois lances livres, dos quais acertou apenas um. Jogaram e marcaram Eugenia 5, Neuci 9, Daisy 6, Marlene 7 e Walkiria 3. 
A "melhor de três" foi efetuada no ginásio do Tijuca, a primeira, a 31 de julho, quando Yvette Mariz fez sensacional reentrée, demonstrando sua inexgotavel classe e controlando a equipe que, enquanto ela teve folego para permanecer em campo, empreendeu grande reação. Fomos vencidos por 60x52, contando com Neuci 5, Eugenia 10, Daisy 17, Marlene 20, Walkiria e Yvette. A 2 de agosto, em peleja dramática, disputada palmo a palmo e, por um único ponto — 47x46 — perdemos o segundo encontro, atuando Marlene 29, Eugenia 10, Neusi 2, Walkiria, Daisy 5 e Yvette, tendo Eugenia, no instante final, em arrepiante repetição do lance de Neuci da outra partida, perdido a ocasião de empatar, ao acertar somente um de dois lances livres. 
Dados técnicos: jogos — 6; vitórias, 3; derrotas, 3; pontos: pró, 286; contra, 220; saldo,66. Jogaram e marcaram: Marlene — 6 jogos — 103 pontos. Neusi — 6 jogos — 56 pontos. Eugenia — 6 jogos — 38 pontos. Daisy — 6 jogos — 38 pontos. Walkiria — 5 jogos — 7 pontos Wilma — 3 jogos — 42 pontos. Leny — 2 jogos. Yvette — 2 jogos. Joaninha 1 jôgo — 2 pontos. Margarida — 1 jôgo —Total — 10 atlétas — 286 pontos. 

Acervo particular Margarida Tereza Nunes Leite
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 130 de setembro de 1957
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O Mundial de Basketball Feminino

Alcançou extraordinário sucesso o II Campeonato Mundial de Basketball Feminino, efetuado no Maracanãzinho e levantado pela equipe dos Estados Unidos, seguido pela Rússia, vice-campeã e pela Tcheccslovaquia, terceira colocada.

A representação brasileira logrou a quarta colocação, tendo sido integrada com grande brilho, pelas notáveis campeão botafoguenses Marlene José Bento e Neucí Ramos da Silva, que disputaram todos os jogos, com os seguintes resultados:

1° jogo  Em 17-10-57 - Brasil 48 - Paraguai 46 - Marlene 4 e Neuci 13.

2° jogo  Em 19-10-57 - Brasil 44 - Estados Unidos 67 - Marlene 9 e Neuci 5.

3°  jogo Em 20-10-57 -  Brasil 66 - Chile 64 - Marlene 26 e Neuci 10.

4° jogo  Em 23-10-57 -  Brasil 44 - Rússia 56 -- Marlene 9 e Neuci 7.

5° jogo  Em 24-10-57 - Brasil 52 - Hungria 49 - Marlene 9 e Neuci 3.

6° jogo Em 26-10-57 -  Brasil 70 - Tchecoslovaqula 83 - Marlene 25 e Neuci 2.

Marlene foi a maior cestinha da equipe nacional, obtendo 82 pontos e colocando-se em sexto lugar no cômputo do campeonato e Neuci assinalou 40 pontos, tendo sido extraordinária pela sua fibra e ardor, maximo no jogo contra o Paraguai, quando a sua entrada provocou a vitória nacional, arrancando entusiasticas referências da imprensa.

E Nelson Rodrigues, em uma de suas notáveis crônicas em "Ultima Hora" (19-10-57), batisou-a: "Neuci, a nossa Obdulinha", assim se manifestando: "...no momento em que as adversárias batiam as nossas por 24 a 15, Antenor Horta põe em campo uma nova menina que eu não conhecia e de cuja existência jamais desconfiara:  Neuci. Com a minha sólida ignorância em basquete, calculei. “Vai ver que é alguma perna de pau!". Naquela altura dos acontecimentos, eu estava imerso num pessimismo incurável. Mas quando vi a garota, confesso, tive uma grata impressão. Antes de mais  nada, era baixinha.

As baixinhas! É preciso fazer-lhes a exaltação comovida. A vida ensinou-me que as baixinhas têm, via de regra, um coração fabuloso. São raçudas  e morrem, mas não capitulam.  Pois muito bem:  a entrada de Neuci mudou a alma da partida. O Brasil não andava. E a penetração irresistível de Neuci deu um desesperado incentivo as nossas. Ela confirmava triunfalmente a  tradição das pequenininhas que não se rendem. Então, eu vi tudo. Neuci fazia para o Brasil, o papel de Obdulo  no "Scratch" uruguaio. Era a nossa Obdulinim Varela. Digo Obdulinha no sentido de empurrar a sua equipe para o triunfo. Sem o grito, sem o esgar, sem a má-criação do comandante uruguaio ela funcionava como a figurinha da vitória. Vencemos, afinal. E eu sai de lá crente de que as baixinhas são realmente ínvencíveis.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR no 133 dezembro de 1957
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BASKETBALL FEMININO 
Excursão ao Paraguai 
Não foi feliz nosso basketball feminino em sua excursão ao Paraguai, tendo contribuído para tanto, não só a parcialidade revoltante dos juizes que funcionaram nos dois primeiros jogos, como a falta de nossa extraordinária campeã Marlene José Bento, que não pôde deixar esta capital. 
Nossa delegação seguiu a 10 de julho, reforçada pela grande jogadora Martha, do Fluminense, em avião da Real Aerovias e assim constituida: Chefe, Charles Borer; médico, Dr. Renê Mendonça; Juiz, Evaristo Barbosa; massagista, José Augusto dos Reis; atletas: Eugenia Borer, Wilma Souza Silveira, Neuci Ramos da Silva, Daisy Miguel, Martha, Helga Kanpmann, Lucia Maria Borges, Walkiria Andrade Oliveira, Leny Gonçalves, Joana Rindeika e Waldéa Couto.
A viagem foi um sofrimento: durou nada menos do que vinte horas: os motores do avião foram tocados à mão em Ponta Porã e a aterrissagem, em Assunção, foi à luz de lanternas portateis.
A 11, nossa equipe estreou contra o Sol de América, perdendo por 47x46. Nêste jôgo, o juiz local Fernando Schiavo não deixou a equipe do BOTAFOGO atacar durante dez minutos e sua parcial atuação foi arrazada pela própria imprensa paraguaia, como se verifica dos comentários transcritos no final dêste relato.
Atuamos com Nelci 10, Wilma 10, Eugenia 6, Martha 10, Daisy 5, Luci 5 e Walkiria.
A 14, frente ao Ciudad Nueva e sob a calamitosa arbitragem dos paraguaios Romero e Sanchez, que excluíram com cinco faltas Neuci, Daisy; Luci e Eugênia, perdemos por 57x52, jogando Neuci 13, Vilma 13, Daisy 6, Eugenia 4 Martha 14, Luci 2, Walkiria, Joaninha e Leny.
Finalmente, à 16 de julho, encerramos a temporada, perdendo para o Olímpia, que realmente agiu melhor, por 50x39, atuando Neuci 10, Luci 2, Daisy 6, Wilma 6, Martha 9, Eugenia 4 e Walkiria 2.
Os juizes foram o nosso Evaristo Barbosa e o jogador paraguaio Roni Isusi. A escalação dêste foi motivada pela critica da imprensa local à atuação dos juizes paraguaios que, por êste motivo resolveram fazer greve...
E, a 20 de julho, ainda na Real Aerovias, a delegação botafoguense regressou ao Rio, satisfeita, apesar de tudo, com o passeio e a hospitalidade paraguaia.
Comentários da imprensa local sôbre o primeiro jôgo:
LA CRONICA — Ontem assistimos corados de vergonha a um árbitro vencer um jôgo. Não preciso dizer que se trata do jôgo de basket entre o BOTAFOGO e o Sol de América.
A TRIBUNA — Sem dúvida que o vencedor moral do jôgo foi o BOTAFOGO, pois soube perder uma partida que para quem assistiu foi o vencedor legal.
Não fôsse a parcialidade de Schiavo, não deixando que as graciosas botafoguenses se movessem, teriam vencido facilmente a luta.
Como cronista espero assistir amanhã um jôgo de fato e não a desigualdade que ontem observei.

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 141 de agosto de 1958
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 TORNEIO DE APRESENTAÇÃO 

No ginásio do Tijuca efetuou-se a 15 de outubro, o Torneio de Apresentação do Basket Feminino, após grande festa, na qual foram homenageadas as invictas campeãs sul-americanas, entre as quais nossas valorosas defensoras Marlene José Bento e Neuci Ramos da Silva, que, receberam medalhas da F. M. B. 
No certame, com a equipe desfalcada, obtivemos o vice-título, iniciando a campanha com um vitória de 25x0 sobre o Valim, quando apresentámos Eugenia, Marlene 2, Walquiria, 4, Neuci 12, Daisy 3, Waldéia, Suely 2, Leny 2 e Neusa. 
No segundo encontro sobrepujamos o Flamengo por 28x9, formando Eugenia 4, Neuci 11, Daisy 4, Marlene 8, Walquiria, Suely e Waldéia 1. 
Na prova final, contra o Fluminense perdemos por 33x20, atuando ria 4, Marlene 10, Daise 2, Neuci 1 e Waldéa. 

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 144 de novembro de 1958
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Vice-Campeão O Botafogo

Em estranha repetição do que ocorreu em 1956 e 57, o BOTAFOGO terminou a campanha do basket-ball feminino vice-campeão, após emocionante "melhor de tres" com a forte equipe tricolor, perdendo, em dadas circunstâncias como nos anos anteriores, por uma única cesta, o que em nada desmerece o valor de nossa
denodada e heróica equipe e de seu grande condutor técnico - Charles Borer, vítimas da fatalidade e da melhor chance de um aguerrido adversário.

O certame de 58 foi disputado em duas fases, a de classificação e a final, sendo que na primeira jogamos e vencemos duas vezes -  o América, por 44x21, com Marlene 13, Wilma 18, Dayse 2, Walkiria 41, Neuci 5, Eugenia 2 e Lení, e, o Flamengo a 24 de outubro  por 59X29, eram Marlene 25, Wilma 18, Daisy 8, Walkiría 4, Leni 4, e Eugenia.

 A parte final, disputamo-la em dois turnos, com o Fluminense o Flamengo e o Olaria, sendo que a nossa estréia foi contra este último, a 29 de outubro, na quadra da rua Bariri, com urna vitória de 34x23, conseguida por  Eugenia 8, Neuci 3, Daisy 10, Celi 2, Wilma 11, Walkíria e Leni.

A 3 de novembro, na quadra da Gávea, sobrepujamos o Flamengo por 45x30, atuando com Eugenia 8, Walkiria 5, Daisy 5, Wilma 20, Neuci 7 e Celi.

A 7, na primeira grande noite de nossa esplêndida quadra do Mourisco, totalmente lotada, derrotamos sensacionalmente o Fluminense por 47x33, com magnifica atuação de Eugenia e feliz "rentrée" de Marlene, jogando Eugenia 6, Neuci  Wilma18, Marlene 14, Daisy 2 e Walkiria 2, sendo de observar que Wilma garantiu a vitória em fulminantes contra-ataques.

A 17 de novembro, ainda no Mourísco, iniciamos o returno derrotando o Olaria por 57x17, com Eugenía 4, Wilma 14, Marlene 25, Neuici 9, Walkiria 5 e Leni.

A 21 de novembro, porém, no ginás'o tricolor, quando a vitória garantir-nos-ia o título, perdemos para o Fluminense por 42X40, com Engenia 4, Neucí 12, Wilma 12, Marlene 8, Daisy 4, Walkiria e Aymara.

 A 26, no Maracanãzinho, completamos o ciclo normal de jogos ao abatermos o Flamengo por 52x26, com Eugenia 9, Wilma 17, Marlene 11, Neuci 4, Daisy 7 e Walkiria 4 tendo desgraçadamente Marlene, nossa extraordinária pivot, se machucado seriamente, diminuindo sua capacídade técnica para a terrível "melhor de três", com o Fluminense.

E perdemos o primeiro jogo, reaIizado dois días após, novamente por uma única cesta - 53x51 - alinhando Eugenia 14, Wilma 9, Neuci 11 Marlene 15, Daisy e Walkiría 2.

 A 1° de dezembro, ainda no Maracanã, com magistral atuação, o BOTAFOGO impôs-se ao seu poderoso rival por 39x35, formando com Eugenia 4, Wilma 6, Neuci 5, Marlene 16, Daisy 8 e Walkiria .

Mas a 3 na peleja decisiva, caímos por 63x53, quando atuaram Eugenia 4, Neuci 14, Wilma 8, Marlene  23, Daisy 4, Walkiria e Àymara.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR no 146 jan 1959
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ESTREANTES

a) Torneio de apresentação 

1º jogo - Contra o E.C. Valim - Data: 2-8-58 - Local: G.T.C - Resultado: Botafogo FR 7x3
Quadro: Neuza 0, Coeli 0, Suely 0, Aurora 2 e Waldéa 5.
2º  jogo -  Contra o S.C. Mackenzie - Data: 2-8-58 - Local: G.T.C. - Resultado: Botafogo FR 17x6
Quadro: Neuza 6, Coeli 6, Suely 0, Aurora 1 e Waldea4.
3º jogo - Contra o C.R. Flamengo - Data: 2-8-58 - Local: G.T.C. - Resultado: C.R. Flamengo 16x5
Quadro: Neuza 0, Coeli 0, Suely 0, Aurora 3 e Waldea 2.

B) Torneio de Estreantes
Parte  de Classificação
Turno

1° jogo - Contra o C. R. Flamengo -  Data: 10-8-58 - Local: C.R.F.  - Resultado: C. R. Flamengo 25x22.
Quadro: Coelí 0,  Neuza 5, Aurora 3, Suely 0 e Waldéa 14.
2°  jogo - Contra o .América F.C. - Data: 23-8-58 - Local: A.F.C. - Resultado: BOTAFOGO F.R. 28x27. 
Quadro: Coeli 7, Waldéa 8, Neuza 5, Suely 0, Aurora 8 e Anah 0.

Returno
3° jogo - Contra C.R. Flamengo - Data: 2-9-58 - Local: C.R.F. -  Resultado: C. R. Flamengo 28x14. Quadro: Coelí 9. Waldea 1, Aurora 0, Neuza 4, Suely 0 Guiomar 0.

4° jogo - Contra o América F.C. - Data: 6-9-58 - Local. B.F.R. - Resultado: BOTAFOGO F.R. :21x9 
Quadro: Coelí 4, Aurora 4, Suely 2, Waldea 5, Neuza 2 e Guiomar 4.

Parte Final
Turno Único 

1°  jogo - Contrao S. C. Minerva- Data: 27-9-58 - Local: A.A.V.I. - Resultado: BOTAFOGO F. R. 30x13
Quadro: Coelí 10, Guiomar 5, Aurora 4, Waldea 8, Suely 3 e Joelza 0.
2° jogo - Contra o S.C. Minerva - Data: 30-9-58 - Local: A.A.G - Resultado: Botafogo FR 18x10.
Quadro: Coeli 4, Waldea 5, Aurora 2, Guiomar 5, Neuza 2 e Suely 0.
3° jogo - Contra o Olaria A.C. - Data: 4-10-58 - Local: A.A>G. - Resultado: Olaria 25x24
Quadro: Coeli 9, Waldeda5, Neuza 6, Suely 0, Aurora 4 e Joelza 0.
4° jogo - Contra o Jacarepaguá T.C. - Data: 7-10-58 - Local: R.T.C. - Resultado: Botafogo FR 25,14
Quadro: Waldea 13, Suely 2, Aurora 2, Coeli 4, Neuza 4 e Joelza 0.
5° jogo - Contra o C.R. Flamengo - Data: 11-10-58 - Local: A.A.V.I. - Resultado: C.R. Flamengo 23x21
Quadro: Coeli 10, Suely0, Aurora 0, Waldea 6, Guiomar 4 e Neuza 1.
  
Desempate
1° jogo - Contra o C.R. Flamengo - Data: 22-11-58 - Local: T.T.C. - Resultado: C.R. Flamengo 25x24
Quadro: Coeli 2, Waldea 12, Suely 5, Neuza 2, Anah 3 e Leila 0.
2° jogo - Contra o C.R. Flamengo - Data: 29-11-58 - Local: A.F.C. - Resultado: C.R. Flamengo 29x22
Quadro: Coeli 7, Waldea 6, Suely 1, Aurora 4, Guiomar 4 e Neuza 0.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR no 147 fev 1959
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DISTRITO FEDERAL

Campeão Brasileiro

Sob a magnífica direção técnica de Charles Borer, a seleção carioca acaba de se consagrar, em Natal, vencedora invicta do XI Campeonato Brasileiro de Basktball Feminino.

Foi pena que a possante equipe paulista não tivesse participado, o que entretanto, em nada diminui a vitória carioca, pois que a equipe de Charles Borer achava-se magnificamente preparada e em condições de enfrentar com brilho qualquer adversário, tendo dado um verdadeiro passeio em relação aos outros participantes.

Nossas valorosas defensoras Marlene, Neuci, Eugenia e Luci participaram da grande conquista e Neuci, repetindo sua proeza de 1955, em Niterói, consagrou-se, ainda, Campeã Brasileira do Lance livre, com 87,5%.

Foi a seguinte a atuação de nossas queridas defensoras:

1° jogo - em 06-01-59 -  D. Federal 104 - Pernambuco 13. Neusi 21, Marlene 12, Luci 15 e Eugenia. 

2° jogo - em  7-1-59 - D. Federal 92 - R. Grande do Norte 8. Neuci 26, Marlene 17, Eugenia 10 e Luci.

3° jogo - em 8-1-59 -  D. Federal 52 - Paraná 31. Neuci 10, Marlene 13, Eugenia 6 e Luci.

4° jogo -  em 9-1-59 - D. Federal 103 -  Pernambuco 14. Neuci 13, MarIene 23, Eugenia 2 e Luci 6.

5° jogo - em  10-1-59 - D. Federal 150 - R. Grande do Norte 4.  Neuci 10, Marlene 12, Eugenia 11 e Luci 20.

6° jogo - em 11-1-59 -  D. Federal 60 - Paraná 30. Neuci 15, Marlene 10, Eugenia 3 e Luci.

Como se vê, nossas quatro atletas disputaram as seis partidas do certame totalizando o seguinte número de pontos: Neuci 95, Marlene 87, Luci 41  e
Eugenia 32.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR no 147 fev 1959
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Botafogo - Campeão do Torneio de Apresentação

            Na noite de 22 de abril, no ginásío do Tijuca, sempre sob a magnífica direção técnica de Charles Borer, nossa brava equipe feminina levantou estupendamente o Torneio de Apresentação inaugural da temporada de 1959.
           Inicialmente, derrotamos o São Cristovão por 42x22, tendo atuado Eugenia, Marlene 2, Neuci 12, Luci 6, Waldéa 4, Lélía 4, Suely 2, Aymára  2, Walkiria 10 e Oswaldira.
            À segunda vitória da noitada foi obtida sôbre o America, por 22x9, quando formaram Eugenia, Marlene 4, Neuci 9, Luci 5, Waldéa e Walkiria.
    Finalmente, na prova decisiva, derrotamos sensacionalmente a equipe tri-campeã do Fluminense por 30x20, levantando o primeiro título da temporada, com Eugênia 6, Neuci 11, Marlene 10,l Luci 1, Waldéa e Walkiria.

COMPETIÇÕES AMISTOSAS

            A nossa brava equipe preliando amistosamente, a 4 de abril, na quadra do Olaria, como conjunto local, derrotou-o por 71x12, jogando com Eugênia 6, Marlene 21, Neuci 30, Walkiria 4, Waldéa 8, Neuza 2, Suely e Aymára.

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini 
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 150 de maio de 1959
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MARLENE DEIXARÁ O BASQUETE PARA à DEDICAR-SE AOS ESTUDOS
O BASQUETE A LIVROU-A DE VIVER ETERNAMENTE ACAMADA

MARLENE DEIXARÁ O BASQUETE PARA à DEDICAR-SE AOS ESTUDOS
O BASQUETE A LIVROU-A DE VIVER ETERNAMENTE ACAMADA
Dificilmente terei substituta na seleção brasileira de basquetebol, porque ninguém deseja jogar na minha posição por ser ingrata demais. Há necessidade de um grande preparo físico para suportar a "briga", na disputa do rebote — disse MarIene, estrela do Botafogo, que é a mais alta jogadora do Brasil (1,80 de altura) e a única pivô do escrete de bola ao cesto da CBB. 
Marlene começou nos Jogos da Primavera (tradicional promoção do "Jornal dos Sports"), defendendo o Clube dos Sub-Oficiais e Sargentos da Aeronáutica, a convite do técnico Franco Carneiro, o qual profetizou : "Dentro de dois anos você estará envergando a camisa da FMB como “campeã". A previsão foi confirmada, pois, em 1955, sagrava-se campeã brasileira em Porto Alegre, derrotando a campeã brasileira em Pôrto Alegre, derrotando a seleção paulista que vinha mantendo a hegemonia do basquete nacional por sete anos consecutivos. Após ter pertencido ao Madureira A C., América e Quintino (sem disputar partidas oficiais), Marlene ingressou no Botafogo (1954). Possui os seguintes títulos: campeã carioca (55), brasileira (55 e 59), sul-americana (58); Jogos Abertos de Santos (56) e de Poços de Caldas (57). Por falar em campeonatos, quisemos saber de Marlene se ela acredita que o Botafogo quebrará a hegemonia do Fluminense, no corrente ano. 
— Não obstante a pouca assiduidade das atletas aos treinos respondeu a estrelinha do alvi-negro, tenho muita fé na equipe  do Glorioso. O treinamento, por motivos alheios à nossa vontade, são realizados às 18 horas, o que cria muitas dificuldades e faz com que difícilmente ensaiemos completas, porque a maioria está presa aos empregos. Entretanto, estamos efetuando amistosos aos sábados, o que beneficiará muito nosso quadro. 
- O basquete é prejudicial à mulher, Marlene?
- De modo algum. Digo mais  por experiência própria, aconselho-o a tôdas minhas amigas. Até aos 15 anos eu sofria de bronquite-asmática, vivendo acamada e nas mãos de médicos. Graças ao basquete fiquei completamente curada e hoje em dia raramente estou resfriada. 
- Acredita que o Brasil conquiste o Pan Americano e o Mundial?

- Sim, mas para isso é necessário que a CBB conceda tempo suficiente dois meses no mínimo para o treinamento. É ainda indispensável a presença do médico no selecionado feminino, pois até agora a função do facultativo era exercida por um massagista... Empenhar-me-ei para apurar minha forma técnica e física, pois sempre desejei conhecer os Estados Unidos e a Rússia. Finalizando, Marlene revelou : 

- Abandonarei o basquete oficial no próximo ano, a fim de dedicar- me exclusivamente aos meus estudos de técnica em contabilidade. Sou amadora cem por cento e posso sair a hora que quiser. Mas não deixarei completamente as quadras. Vou continuar disputando minhas “peladas” porque me dou muito bem com o basquete.

Fonte: Revista do Esporte nº 9 de 09 de maio de 1959
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Botafogo - Campeão dos III jogos abertos de  Poços de Caldas

Nossa brava equipe feminina vem de levantar magnificamente os III Jogos Abertos de Poços de Caldas, devendo assinalar-se a admirável vitória obtida sobre a Seleção de Sorocaba, uma das maiores equipes do Brasil.

Do relatório do dedicado diretor da secção José Pessoa Machado destacarnos os seguintes trechos:

Delegação: Chefe, Jose Pessoa Machado;  técnico, Charles Borer; massagista, José Augusto dos Reis; roupeiro, Rubens Silva; acompanhante, Neuza Ramo da Silva; atletas, Eugenia Borer; Marlene José Bento, Neucy Ramos da Silva; Daisy Miguel, Waldéa Coutinho Mendes, Lúcia Maria Borges, Oswaldyra Nogueira Pons, Suely Madureira Freire  e Coelí Verran Pimentel.

JOGOS REALIZADOS -

Día 20-5-59 - Contra a Seleção de Sorocaba do Estado de São Paulo, na quadra da Associação Atlética Caldense. 
1o  tempo: BOTAFOGO 26 x Seleção de Sorocaba 24: 
2o  tempo: BOTAFOGO 25 X Seleção de Sorocaba 27
Final: BOTAFOGO 51 X Seleção de Sorocaba 51
PRORROGAÇÃO: BOTAFOGO 10 x  Seleção de Sorocaba
Final: BOTAFOGO 61 X Seleção de Sorocaba 59.

ATLETAS QUE PARTICIPARAM DO ENCONTRO: Eugenia 8, Marlene 28, Neucy 12, Lucy 4, Daisy 6, Waldéa 3, Oswaldyra.

Dia 22-5-59 - Contra a Seleção de São Carlos do Estado de S. Paulo, na quadra da Associação Atlética Caldense. 
1o tempo: BOTAFOGO 26 x  Seleção de São Carlos 18
2o tempo: BOTAFOGO 30 x Seleção de São Carlos 11
Final: BOTAFOGO 56 x Seleção de São Carlos 29.

ATLETAS QUE PARTICIPARAM DO ENCONTRO: Eugenia 12, Marlene 8, Neucy 22, Daisy 7; Lucy 3, Waldéa 2, Suely, Oswaldyra, Coeli 2. 

Com os resultados acima, a equipe de Basketball Feminina, sagrou-se BI-CAMPEÃ, dos logos Abertos de  Poços de Caldas, titulo este conquistado pelas brilhantes atletas, com grane espírito de luta, disciplina e desportividade, demonstrando capacidade técnica e fibra nas horas decisivas, ressaltando-se a boa orientação técnica dada pelo competente treinador Charles Borer, principalmente no encontro frente à famosa Seleção de Sorocaba, não havendo neste prélio nomes a se destacar, pois todas as atletas empenharam-se com o máximo de seus esforços e entusiasmo nos momentos precisos e decisivos.

Quanto à Delegação propriamente dita, tem-se a dizer que o comportamento foi exemplar e em certas oportunidades foi elogiada pelos membros da C.C.O. que sempre expressaram o seu contentamento pelo comparecimento da equipe de Basketball Feminino do BOTAFOGO F.R. nos III Jogos Abertos de Poços de Caldas.

No dia 24 do corrente, a delegação  compareceu à sede da C.C.O. para participar dos festejos do encerramento dos Ill Jogos, e receber o troféu conquistado com inteira justiça e as medalhas a que fizeram jus as atletas.

Nesta oportunidade, o massagista da delegação, Sr. Jose Augusto dos Reis, foi alvo de uma homenagem por parte dos membros da C.C.O., por seu espírito de colaboração junto às delegações presentes aos III Jogos, as quais não possuíam massagistas.

A atleta Lúcia Maria Borges ao participar do jogo frente à Seleção de São Carlos, sofreu forte entorse no tornozelo esquerdo, tendo sido socorrida na ocasião, no que foi possível em Poços de Caldas, sendo logo após a chegada da Delegação ao Rio de Janeiro encaminhada ao Hospital Miguel Couto para serem tomadas todas as providências que o caso requeria, e, com a máxima urgência foi atendida pelo Doutor Lídio.

Rio de Janeiro, 28 de maio de 1959

a) José Pessoa Machado - Diretor de Basketball Feminino

Acervo particular Angelo Antonio Seraphini
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 151 junho 1959
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Sob o dedicado comando do diretor José Pessoa Machado e a inexcedível direção técnica de Charles Borer o BOTAFOGO vem, ainda uma vez, de se consagrar vice-campeão da cidade, façanha brilhante mas que deixa a todos impressionados pela inexorável fatalidade que, há quatro anos vem impedindo a conquista do título, desfalcando nossa formidável equipe ou incapacitando fisicamente alguns de seus elementos, para os cotejos decisivos com o valoroso Fluminense F.C. 
Assim foi em 1956 e 57, com Wilma e, em 58 e 59, com Marlene a inegualável cestinha da cidade, que vítima de doloroso acidente em ensaio, no Mourisco, viu-se afastada da equipe às vésperas do sensacional encontro. 
Nada, entretanto, poderá abater ânimo forte e a fibra inexgotável de nossa grande equipe e de seu esplendido técnico que marcharão irresistivelmente para um destino maior. 
O certame iniciou-se a 25 de em nossa ótima quadra do Mourisco-mar, com uma vitória sobre o Olaria por 57x21, tendo atuado Eugenia 2 Marlene 17, Neuci 17, Waldéa 6, Walkiria 15, Oswaldira e Aimára. 
A 29 na quadra do Valim, sobrepujamos o quadro local por 63x14, apresentando Neuci 16; 
Waldéa 8, Walkiria 6, Marlene 33, Suely e Oswaldira.
A 2 de maio, na Gávea, em peleja disputada com violência pelas rivais abatemos o Flamengo por 49x22, jogando Eugenia 2, Neuci 22, Marlene 21, Walkiria 4, Waldéa e Oswaldira. 
No Mourisco, a 9 de maio, vencemos por 112x7 o novel e simpático team do São Cristovão, apresentando seguinte equipe: Marlene 40, Neuci 38, Waldéa 11, Celi 6, Walkiria 5 e Oswaldira 2. 
A 16, ainda no Mourisco, em noite infeliz e com Eugenia e Luci em péssimas condições físicas, perdemos para o Fluminense por 61x46, formando Eugenia 2, Neuci 12, Luci, Marlene 18, Waldéa, Walkiria 10 e Daisy 4. 
Seguiu-se a esplêndida excursão e vitória de Poços de Caldas e o final do turno, em Campos Sales, com a nossa vitória, a 26 de maio sobre América por 53x16, obtida por Eugenia 2, Neuci 11, Walkiria 8, Marlene 23, Waldéa 6, Daisy 3 e Oswaldira.
Logo na noite seguinte, no Mourisco, iniciou-se o returno e Marlene, nossa formidável cestinha, igualou o record masculino de Oscar Zelaya,  assinalando a impressionante soma de 59 pontos em nossa vitória de 106x12 sobre o Valim, quando atuaram Eugenia, Neuci 29, Daisy 6, Marlene 59, Walkiria2 e Oswaldira 10. 
A 30 de maio, em Figueira de Melo, otimamente recepcionados pele São Cristovão, vencemo-lo por 80x8, apresentando Eugenia 4, Marlene 31 Neuci 24, Walkiria 6, Celi 10, Waldéa 1 e Oswaldira 4. 
Em Bariri, a 3 de junho, abatemos o Olaria por 63x22 jogando Eugenia 9, Marlene 21, Neuci 24, Walkiria 7, Waldéa 2 e Oswaldira. 
Em jógo interrompido pela chuva já no segundo tempo, disputado a 6 e, e 11 de junho, no Mourisco, sobrepujamos o América por 59x9 alinhando Eugenia 8, Neuci 23, Walkiria 9, MarIene 19 e Waldéa. 
A 13, ainda no Mourisco, impuzemo-nes ao Flamengo por 50x26, atuando Marlene 25, Neuci 11, Walkiria Waldéa 8, Eugenia e Oswaldira e, a 15, quarenta e oito horas antes do encontro decisivo com o Fluminense Marlene sofreu o seu lamentável e doloroso acidente, desfalcando irremediavelmente a nossa equipe de seu extraordinário concurso. 
Esperava-se fácil vitória da poderosa equipe tricolor, a 17 em seu próprio ginásio, mas com uma fibra admirável, nossas heróicas atletas tombaram por apenas por 51x44, vendendo caro o revés, reagindo fenomenalmente após um primeiro tempo adverso por 14 pontos de diferença - 34x20, lançando o pânico às fileiras rivais, diminuindo o score, já na bandeira amarela, para quatro pontos 48x44 e caindo quando a pequenina Neuci,  o gigante da quadra saiu, chorando de brio, com cinco faltas! 
E o BOTAFOGO, embora vencido, sentiu-se orgulhoso de suas atletas, que sem esmorecimento, lutaram épicamente por sua bandeira e pela grande Marlene, presa em seu leito de dor, atuando com Eugenia 5, Neuci 21 Walkiria 4, Luci 4, Waldéa 2, Oswaldira 3 e Daisy 5, todas elas eficientes e heróicas, com alto relevo de Eugenia e de Neuci, o monstro da cancha. 
Sôbre Neuci, disse "Diário da Noite" de 19-6-59: “insuperável Neuci, a grande estrela do basquetebol nacional' realizou na noite de anteontem talvez, a maior exibição de sua carreira. Defendendo o seu BOTAFOGO, que entrara na quadra para o embate decisivo com o Fluminense com o insubstituível desfalque de Marlene, Neuci jogou de tal maneira que quasi acabou valendo por si e pela sua grande companheira ausente. Sua atuação foi impressionante em técnica e fibra, a ponto de modificar tôda a facilidade que se esperava para o triunfo tricolor. A ponto, mesmo, de assustar as adversárias e quasi alcançar o impossível, que seria uma vitória do BOTAFOGO naquelas circunstâncias especiais de não contar com a sua famosa encestadora". 
E "O Globo": — "Neuci e Eugenia flanam as grandes figuras do BOTAFOGO, sendo a moreninha nº 11 a maior do jogo". 
"Jornal dos Sports" "Neuci, a melhor da quadra. - Foi a pequenina estrela Neuci do BOTAFOGO, a grande figura de sua equipe e também de toda a partida. Exibiu toda a classe e fibra de que é possuidora, ajudando a defensiva de sua equipe e desbravando a grande barreira que encontrava quando no ataque. Fez tudo, dentro da púgna, atirando com sucesso de longa e meia distâncias, cobrando lances livres (errou somente um e oito tentativas), além de marcar tôdas as atletas tricolores que se encontravam ao seu alcance. Um exemplo de fibra e dedicação, muito bem seguido pela "capitã" Eugenia, outro realçado nome do prélio. Pelo que realizaram na segunda etapa, merecem também citações elogiosas Walquiria, Daisy, Oswaldira e Luci". 
"Ultima Hora": "Com a endiabrada Neuci jogando por ela e Marlene e Eugenia comandando jôgo, o five botafoguense fez vibrar opúblico, pois transformou um jogo se afigurava desinteressante, numa grande e emocionante peleja". 
DADOS TÉCNICOS. 
Jogos: 12 Vitória:: 10. Derrotas: 2. Pontos pró: 782. Cont: 269. Saldo. 513. Jogaram: Neuci Ramos da Silva e Walkiria Andrade de Oliveira, 12 jogos; Marlene José Bento e Waldea Coutinho Mendes, 11; Eugenia Borer e Oswaldira Nogueira Pons, 10; Daisy Miguel, 4; Celi Verran Pimentel e Lúcia Maria Borges, 2; Aimára de Paula e Suely Madureira Freire, 1 jogo. Total: 11 atletas. Pontos: Marlene, 307 pontos, Neuci, 248; Walkiria, 92; Waldéa, 44 Eugenia 34; Oswaldira; 19; Daisy, Celi, 16; Luci, 4. Total; 782 pontos. 
Marlene José Bento foi a encestadora máxima da cidade, cabendo o segundo lugar a Neuci e o terceiro a Martha do Fluminense, 204 com pontos.

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial do BFR nº 152 de julho de 1959
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NUMA NOITE FRIA MOÇAS DO FLU SUARAM PARA GANHAR O TETRA!
NUMA NOITE FRIA MOÇAS DO FLU SUARAM PARA GANHAR O TETRA!
MESMO sem Marlene (sua jogadora mais alta) o Botafogo vendeu caro o tetra-campeonato do basquete feminino ao Fluminense. Havia quem supusesse que sem Marlene nó quadro (acidentada na ante-véspera do encontro, num treino) o tricolor venceria mais fácil. Mas se isso aconteceu no primeiro tempo, no segundo foi diferente. As moças do Fluminense tiveram no intervalo do jôgo o maior inimigo. Pensaram, ali, que o jôgo já estava ganho. E quando começou o segundo período as botafoguenses começaram a fazer pontos... e as tricolores nada. Foi então que Antenor Horta (técnico do Flu) agiu bem, fazendo substituições e pedindo tempo, impondo novas chaves. Já o técnico Charles Borer lutava com a ausência de Marlene (um perigo nos rebotes e no garrafão) e ainda com a falta de boas reservas. Mesmo assim, fêz as moças do Fluminense suar em muito numa noite realmente fria... E ao final, enquanto a torcida tricolor comemorava com júbilo alto (serpentinas, guarda-chuvas abertos, confetis, etc) a grande vitória, as môças do Botafogo também eram confortadas pela bravura demonstrada. Vale ressaltar nesse ponto a jogadora Neuci (a maior da noite) que fêz uma grande partida, só se prejudicando devido a um gesto feio que cometeu com Marly. Mas foi a dona da partida, assinalando 21 pontos. Ainda no Botafogo há a destacar Eugênia, calma, segura, marcando bem. As demais com muita luta. E no quadro do Fluminense não houve um nome a destacar, sozinho. Todas as jogadoras portaram-se em nível bom, mas sem que nenhuma delas atingisse o índice de outras partidas. A arbitragem regular, mas sem prejuízo para qualquer lado. Queixou-se Charles Borer de alguns lances e queixou-se Antenor Horta de outros. E há ainda a registrar um pequeno incidente nas arquibancadas, logo sanado. 

Os quadros atuaram assim: Botafogo com Eugênia, Neuci, Valquíria, Dayse, Luci, Valdéia, Osvaldina. O Fluminense com Marly, Rita, Marta, Didi, Atila, Maria Lúcia e Laura. Os juizes foram Célio Pádua Guedes e Dilermando de Castro. O local foi o ginásio do Fluminense e a renda foi pouco além de 10 mil cruzeiros. Placard final: Flu 51 e Bota 44. No primeiro tempo a vantagem do Flu no marcador foi maior 34x20.

Fonte: Revista do Esporte nº 18 de 11 de julho de 1959
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MARLENE TALVEZ NÃO VOLTE MAIS AS QUADRAS
O MÉDICO tem idéia de me liberar dentro de noventa dias, mas antes disso quero estar nas quadras de novo, pois a vontade de ir a Chicago é enorme. 
— No quarto 10 (Casa de Saúde São Geraldo) Marlene, vedete do basquete feminino botafoguense, após o acidente que a surpreendeu (Mourisco) às portas do encerramento do certame, recebeu a R.E. 
A grandezinha estava pálida, mas o sorriso continuava a comandar seus gestos. Borer (técnico), Neuci (chapinha tôda vida), Machado (diretor) e outros botafoguenses faziam sala à querida atleta. Uma corbeile modesta (porém bonita) foi enviada por uma torcedora desconhecida, o que causou grande emoção à estréia. Marlene conta o acidente: 
- O treino já havia terminado (tática) e o individual estava num finzinho. Vindo de costas, não reparei que, um daqueles meninos que sempre assistem às práticas, tinha jogado uma bola para o centro da Quadra. Tropecei e caí pesadamente ao chão, fazendo um barulho assustador. Todos correram, pensando em gravidade maior, mas felizmente não houve consequências sérias. Apenas o sangue do ouvido esquerdo é que assustou a todos, pois escorria bastante. Quando dei por mim, já estava no Miguel Couto. Agora, graças a Deus, é voltar à côr natural e dar duro na recuperação, porque o Panamericano está me acenando demais. À casa de saúde da Rua Marquês de Abrantes, acorreram muitas pessoas, inclusive as adversárias tricolores, que conseguiram levantar o tetra-campeonato carioca de basquete feminino. Marlene torceu muito pela vitória de suas colegas, mas a sua falta no five alvi-negro, foi uma grande vantagem para o Fluminense, que acabou sendo tetra do basquete feminino. E ela diz: 
— Não tem importância. Ano que vem nós estamos aí (campeonato) para lhes cortar a alegria do penta. Embora todo êsse otimismo de Marlene, a reportagem desta revista apurou, em conversa com parentes seus, ainda na Casa de Saúde, que a familia da jogadora tudo vai fazer para que ela desista do basquete. Querem aproveitar êsse infeliz acidente para que Marlene não volte mais às quadras.

Fonte: Revista do Esporte nº 20 de 25 de julho de 1959
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NEUCI TOCA E CANTA TÃO BEM QUANTO JOGA

NEUCI, destacada estrela de basquete do Botafogo e das seleções cariocas e brasileiras, não é craque apenas nas quatro linhas de uma quadra. Longe de suas atividades no bola ao cesto, Neuci também conquista expressivo sucesso como cantora e compositora. O outro lado da sua vida ela dedica a tocar violão e fazer composições nos mais variados estilos. Acanhada (fora das quadras) a estrelinha botafoguense mostra suas aptidões artísticas apenas aos familiares e amigos mais íntimos. Neuci tem mais de 30 composições que ainda não foram editadas, apesar da insistência dos que acreditam no êxito das músicas. Adorando serenatas, Neuci, sempre que pode, cantarola suas melodias (em família) na varanda da bela casa em que reside, lá no bairro do Ingá, em Niterói. Quando excursiona, o violão é seu companheiro mais constante, ajudando-a no acompanhamento das sátiras que faz às figuras mais populares do  basquete... A propósito, animada pelos amigos, ela já se dispôs a gravar um LP de sátira aos astros e estrelas do basquete. Que fará sucesso (e reboliço...) por certo.

Fonte: Revista do Esporte nº 25 de 29 08 1959

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Torneio Extra de 2ºs. Quadros 

O Botafogo foi o vice-campeão, com os seguintes resultados: 
1º jogo - Contra o Olaria - 25-4-59  — Local: B.F.R. Resultado: Olaria 23x16. Equipe: Lelia, 1; Suely, 9; Joelza, Leny, 6, Inalda II. 
2º jogo – Contra o Flamengo – 2-5-59 – Local: C.R. Flamengo – Resultado:  Flamengo 24x10. Equipe: Suely 3; Joelza, Leny, Lélia 2; Aymara 3 e Joanina 2.
3º jogo – Contra o América – 13-5-59 – Local: A.F.C – Resultado: Botafogo  48x20. Equipe: Celi, 30: Suely, 4; Leny, 6; Joelza, 2; Aymara, 6. 
4º jogo — Contra o Olaria 2-6-59 — Local: O.A.C. Resultado: Botafogo, 26x25. Equipe: Celi, 3; Suely, 6; Armara, 4; Leny, 13 e Joelza. 
5º jogo - Contra o América —6-6-59 — Local: B.F.R. Resultado: Botafogo, 28x9. Equipe: Celi, 6, Suely, 9; Leny, 10; Lélia, 2; Aymara e Joelza 1.
6º jogo - Contra o Flamengo — 13-6-59 — Local: B.F.R. Resultado: Botafogo, 32x20. Equipe: Celi, 3; Suely, 3; Leny, 23; Aymara, Lélia, 2 e Joelza, 1. 
RESUMO Jogos 6; vitórias, 4; derrotas; 2. Pontos pró, 160; contra, 121. Saldo 39 
Jogaram: Suely Madureira Freire, Joelza Figueiredo da Silva, Leny Gonçalves, 6 jogos; Aymara de Paula, 5; Lélia Iacovo de Souza Costa e Celi Verran Pimentel, 4; Inalda II e Joana Rindeika, 1. Total: 8 atletas. Pontos: Leny, 58 pontos; Celi, 42; Suely, 34; Aymara, 13; Lélia, 7; Joelza, 4; Joaninha, 2. Total: 160 pontos.

Acervo particular Alceu Oliveira Castro Jungsted
Fonte: Boletim Oficial o BFR nº 154 de setembro de 1959
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ELES FARÃO DE CABO FRIO A QUADRA DA FELICIDADE
Dayse Miguel (do Botafogo)  e Ricardo Nogueira (do Canto do Rio), ambos jogadores de basquete, chegaram à Igreja de N. S. do Ingá ás 18,20 (de 25 de julho), um pouquinho atrasados para a cerimônia que os uniria para sempre. A entrada, uma chuva de pétalas caiu-lhes sôbre a cabeça. A alva igreja do Ingá compareceram grandes figuras do esporte e da sociedade niteroiense. Os padrinhos do civil (por parte da noiva), foram o Dr. Francelino França e Sra. Lila Nogueira, irmã de Ricardo. No religioso: Colombo Nogueira e sra., pais do noivo, foram seus padrinhos, e, pela noiva, Dr. Geraldo Machado (do Botafogo) e sra. Terezinha Absamara, tia de Dayse.
- Os convidados foram recepcionados à Rua Pereira da Silva, 131 — Apto. 301. A noiva saiu da Rua Gavião Peixoto, 331, Apto. 201, residência de D. Teresinha Absamara. 
- O presidente alvinegro, Dr. Paulo Azeredo, presenteou os noivos com um rico estojo para café, com as côres do Botafogo. Calculadamente, êles receberam uns 80 presentes, cada qual mais lindo. 
- O casal vai residir em Cabo Frio, onde Ricardo é funcionário da Cia! de Alcalis. Ela, parece, continuará no D.F.S.P., de onde é alta funcionária.
- Após a recepção, na casa do noivo, os nubentes rumaram para Friburgo, para a lua de mel. 
- Nos primeiros meses de casados, ficarão afastados das quadras, mas depois voltarão com tôda fúria aos lances do basquete — que êles adoram. 
- D. Emília Miguel (mãe da noiva) não suportou a emoção e chorou de alegria ao ver sua querida Dayse subindo os degraus da felicidade. 

-  Charles Borer e Eugênia e vários integrantes da seleção brasileira foram dar seu abraço ao casal esportivo. 
- O noivado e namoro dos dais foi quase foguete: em dez  meses chegaram à conclusão de que o melhor era selar a união na pretoria e na Matriz do Ingá, com o que concordaram plenamente seus pais. 
- Eles se conheceram numa festa no Canto do Rio. De qualquer maneira, não podemos deixar de dizer que foi um conhecimento bem esportivo. 
- A costureira Albéria Rosa (amiga de Dayse) foi quem confeccionou todo o seu enxoval. Albérica uma das costureiras mais afamadas de Niterói, dado o seu bom gosto. 
- Calma e muito sorriso foi a constante dos noivos, que aparentavam muita naturalidade. 
- O casal Nogueira não escondia a emoção de ver Ricardo desposar mênina bonita e inteligente como Dayse Miguel. Têm certeza na felicidade de ambos. 
-  Doower Miguel- (o irmão mais agarrado à Dayse) foi quem entrou com ela na igreja, todo satisfeito e feliz. 
- A voz geral é que o casal combina de maneira espetacular. Sempre se entenderam às mil maravilhas.
- Apesar de gostarem muito de crianças (êles levavam sempre os filhos de D. Teresinha para passear) só querem pensar nos filhos depois de um ano. 
- Dia 31, retornaram de Friburgo e preparam as malas para o lar de Cabo Frio, onde, até a situação permitir, farão seu ninho de felicidade.

Fonte: Revista do Esporte nº 26 de 05 09 1959
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